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29/03/2017 19:18h - Atualizado em 30/03/2017 08:17h

Com saúde não se brinca

Por *Carlos Alberto Alves

A queda de braços entre a Secretária de Saúde de Passos, Elexandra Bernardes, e o grupo de servidores que atuam na zoonose, deixa às claras algo bem mais sério  do que saber se o número de funcionários que cobre as 60 áreas de atuação está correto ou não.

Embora irrelevante, já se sabe, pela boca dos próprios gestores, que este número não deve ser suficiente já que 23 destas áreas estão descobertas. Ou seja são criadouras naturais do Aedes Egypti, o mosquito transmissor da dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela.

Fora isso, o setor da Zoonose parece estar desmantelado e não há nenhuma ação por parte dos gestores para reparar os danos e pôr a máquina para funcionar.

Percebe-se que a secretaria de saúde está sendo gerida de forma cartorial, baseada em documentos, relatórios e protocolos, algo que pode ser considerado de alto nível técnico, mas muito distante da realidade do dia a dia dos ambulatórios, psfs e grupos de atuação como os da vigilância sanitária.

Ora, há um  velho adágio que diz que na gestão pública é preciso ser meio gestor e meio político, porque se for 100% um lado só, está  feito o convite para o desastre administrativo.

Se for 100% administrador de empresa, não anda um passo porque não é capaz de fazer concessão.

Se for 100% politico na administração, não moverá um passo no sentido de uma organização mínima necessária para atender as demandas gerais da comunidade.

Isto na área de saúde é muito mais sentido, porque a doença de cada um é mais importante sempre da do outro. Então é preciso transitar, saber ouvir colaboradores, extrair de todos os subsídios para a tomada de decisão que atendam o ser humano e que não seja apenas um dado para compor um quadro de desempenho estatístico.

Pelas queixas ouvidas até agora o modus operandi de Elexandra privilegia o lado técnico e deixa o politico de lado. Não está sabendo ter equilíbrio na gestão do setor.

É um erro com o qual o prefeito Renatinho Ourives não pode compactuar, porque peca no tratamento que dever ser dado aos seres humanos com problema de saúde e não há outra forma de consertar, só mesmo trocando a peça para tentar melhorar a engrenagem. Até porque da forma como a saúde está sendo administrada em Passos parece brincadeira e com a saúde, é sabido, não se brinca.

*Carlos Alberto Alvesé engenheiro por formação e jornalista por opção