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17/03/2017 16:12h - Atualizado em 17/03/2017 16:26h

Para onde vai a Casmil?

Por Carlos Alberto Alves*

As eleições têm o condão de, entre vitoriosos e derrotados, logo após suas realizações, levantar cantos de alegrias de um lado (vitoriosos) e de alguma mágoa de outro (derrotados). Por isso, ao decidir escrever este artigo, numa retomada jornalística depois do embate  que ocorreu na Casmil, quando o resultado foi favorável ao atual presidente, Leonardo Medeiros, meditei bastante e – é importante que todos saibam- para que o texto que vou expor seja lido com o devido olhar critico – como alguém que trabalhou o marketing e a comunicação da Chapa 2 me sinto na obrigação de opinar.

Vou deixar de lado o contexto do dia das eleições e os procedimentos que antecederam o processo eleitoral, marcado por atos que poderiam  privilegiar quem estava no comando da cooperativa.

Mas vamos tratar da situação e da agenda proposta para resolver os problemas da cooperativa.

 A chapa 2 sempre apresentou propostas para fazer da cooperativa uma instituição que resgatasse a sua força e fizesse do cooperado o dono da Casmil.

A Chapa 1,  a despeito de estar a nove anos no comando da instituição, afirmou que seu principal objetivo é passar a cooperativa a limpo, como se não tivesse tido tempo para isso.

Fez, num informativo lançado para os cooperados, uma resenha de todas as dificuldades e “nós” que a cooperativa tem que desatar para reencontrar seus caminhos, mas ficou devendo no quesito  solução. Que caminhos a Casmil poderia seguir caso se concretizasse a vitória da situação?  Agora uma indagação a ser feita para quem conquistou o poder novamente

A Chapa 1 não respondeu a nenhum questionamento que a Chapa 2 lhe fez durante o debate sobre os problemas da Casmil, como o salário da diretoria e a dívida da instituição que hoje no balanço  supera R$ 25 milhões, mas  que outros estimam ser mais do que isto.  Além disso, nada se comentou sobre a precariedade da loja de produtos agropecuários, fábrica de ração e posto de combustível.

De certo nenhuma resposta foi dada, porque seria dar importância à pauta levantada pela Chapa 2 e, devem ter considerado, o importante era ganhar as eleições, mesmo que isto pudesse significar envolver  funcionários na disputa (grande parte uniformizado, mas havia deles sem uniforme na assembleia também), indícios de  uso da máquina e de um comportamento questionável da comissão eleitoral que tomou decisões quase sempre sem ouvir a Chapa 2. Parece que não queriam o debate sobre o destino da Casmil. Ao arremedo do que é o Brasil nessas disputas eleitorais, quando se vislumbra não o bem do povo, mas o naco do poder que competirá a cada um, parece não ter havido por parte da Chapa 1 preocupação com o cooperado,  mas sim em denegrir o opositor contra quem no apagar das luzes se assacou acusações sem a menor preocupação de possuir provas que as sustentassem. Pelo nível com que se tratou o embate, os cooperados que ponham a barba de molho e fiquem atentos para acompanhar os passos que os vencedores  venham dar  e que, derepente, podem levar a todos para o buraco. Tomara que estejamos errados.

*Carlos Alberto Alves é engenheiro  civil por formação e jornalista por opção.