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25/01/2017 09:29h - Atualizado em 25/01/2017 09:38h

A bem da verdade.

Por Ataíde Vilela
Ataíde Vilela
Ataíde Vilela

 

Em respeito ao povo de Passos e as pessoas de bem que sempre confiaram em mim, entendo que a matéria publicada no jornal Folha da Manhã no último dia 20 deste mês, sob o título: Prefeito decreta estado de calamidade financeira merece algumas considerações.
 

Considerando que a dívida da prefeitura de Passos seja realmente 50 milhões de reais, pelo menos a metade dela, ou seja 25 milhões de reais, foi contraída junto ao INSS e refere-se aos exercícios dos anos de 2009 a 2011, período no qual o atual prefeito foi secretario daquela administração e quando não exercia qualquer cargo na prefeitura.
 

Como todos sabem recebi a prefeitura em janeiro de 2013, com dívidas de mais de 15 milhões de reais e que foram pagos integralmente na minha gestão. Assim também foram pagos 5 milhões de reais referentes a precatórios (dívidas de outras gestões) e igual valor em ações da chamada Judicialização da Saúde, que não era de responsabilidade da prefeitura e sim do governo do estado. Somando todos estes valores acima, não existiria mais tal dívida. 
 

Apesar da vertiginosa queda de arrecadação do nosso município nos últimos anos (amplamente divulgada pelo Folha da Manhã  e pela mídia em geral), conseguimos valorizar e pagar os salários dos servidores da prefeitura em dia, promover ações importantes na área da saúde, o que permitiu a cidade receber duas faculdades de medicina, realizar obras de pavimentação  e asfalto em muitas ruas de diversos bairros, construir e reformar escolas, quadras, o CEU - Centro de educação e artes, construir 528 moradias, obras como Avenida Sabia e contenção de enchentes, conquistar o SAMU, o OLHO VIVO, a Escola de Soldados Alunos, etc.  Tudo isto foi realizado, apesar de termos enfrentado uma das piores crises econômicas com diminuição significativa nos repasses de verbas importantes para a cidade como FPM - Fundo de Participação dos Municípios. 
 

Para comprovar isto, basta verificar a situação de outras cidades com maiores recursos e que foram manchetes na mídia, por falta de pagamento de salários dos servidores, caos na área da saúde ou por comprometimento de serviços essenciais. 
 

Passos ao contrário disto, manteve os serviços essenciais funcionando muito bem para atender a sua população.
 

Surpreende-nos agora a atual administração ao decretar estado de calamidade financeira nos primeiros dias, período em que a arrecadação atinge um dos melhores momentos. Imaginem então como será a partir de julho, quando não haverá tantos recursos como agora.
 

Então, deverá ser assinado  Decreto entregando a cidade a Deus, como fez o prefeito de Santo Antônio de Pádua. Vamos esperar para ver! Se isto acontecer, aí a incompetência será ainda maior.


Ataide Vilela 
prefeito de Passos gestão 2013/2016