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09/12/2016 10:44h - Atualizado em 09/12/2016 10:46h

Só desencanto

Por *Carlos Alberto Alves

Estamos vivendo um dos momentos mais tristes da história do Brasil. Por todo lado que você olha o cenário é de desespero, constrangimento e nada aponta para uma esperança.

Na economia o ressurgimento do Estado Mínimo assusta. Em momentos de grave crise econômica, os Países desenvolvidos lançam mão de uma presença maior como forma de dar garantia de pequena estabilidade para a população e para incrementar o crescimento em setores específicos e forçar a retomada do crescimento.

No Brasil está acontecendo o contrário.

O Estado exime-se de sua responsabilidade, propõe 20 anos sem investimento e avança com sanha incontida sobre a previdência, interrompendo a expectativa de uma velhice com pouco trabalho pelo menos.

Ao mesmo tempo elimina conquistas importantes em áreas fundamentais, como saúde e educação ainda pouco sentida pela comunidade, mas que logo perceberá o caos em que estará envolvida.

O pior, porém, vem da classe politica, se é que isto existe.

Os políticos brasileiros não tem noção do que é uma Nação. Pensam e objetivam apenas a sobrevivência de sua espécie, em lautos e fartos banquetes à custa da miséria do povo.

Desprezam a liberdade e estimulam agressões ao estado de direito em nome do combate à corrupção e estimulam a massa ignara a bradar por regimes autoritários, que chafurdam na corrupção,  mas evitam a grasnar dos gansos, de modo que a grossa sujeira é empurrada para debaixo dos tapetes e que ousar denuncias fica florescendo em covas rasas.

O grito da massa está errado, mas é bom que ele exista sempre, mesmo que seja em favor da estupidez de pedir um Jair Bolsonaro como presidente. Mesmo que se silencie contra a manobra podre da presença de um Renan na presidência do senado.

Pelo menos dentro da razão, do conhecimento de que construo uma Nação, com conceito e obras, mais conceitos do que obras, eu posso dizer: o Brasil é do povo brasileiro, de um povo sofrido, que chora as lágrimas sentidas da perda de um time de futebol – e houve razão para isso – que não percebe quantas outras lágrimas serão vertidas quando nossos filhos forem á luta pata conquistar a liberdade que tanto suor e  choro que custou a muita gente.

Não estamos em uma encruzilhada, porque para um povo, dentro de sua pátria, isto não existe, apenas e somente há o caminho a ser feito, porque o povo se molda no sofrimento de uma geração para que outra sorria.

Agora é hora de tristeza.  Renan Calheiros não podia quebrar a coluna do STF, quebrou. Temer não podia ser presidente do Brasil, muito menos para articular em o poder em favor de Renan e deixar o povo brasileiro tão a mingua.

Duro é perceber que nesse lamaçal não há nada, nem ninguém, apontando saída, defendendo utopias, construindo sonhos, que amanhã possam ser realidades.  Há um bando de urubus querendo a carniça e o sangue de nossa gente.

Hoje não há canto possível. Só desencanto.

Ainda bem que sempre um dia atrás do outro.

*Carlos Alerto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção