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17/11/2016 12:01h - Atualizado em 17/11/2016 12:03h

A direita se assanha

Por *Carlos Alberto Alves

A invasão do plenário da Câmara dos Deputados em Brasília ontem, quarta-feira, 16/11, acrescenta lenha na fogueira dos avaliam que a sanha conservadora avança sobre as hostes da política e sobre os políticos. Até poderia se dizer que estes estão colhendo o que plantaram quando sem qualquer calor na face partilham do dinheiro público, um pecado muito maior do que a mordomia que ostentam publicamente. Mas não é isso.

O grito da direita não aponta os pecados, apenas diz que quer acabar com a  bandalheira e assinala que isto ocorre no congresso nacional, destacando que o Palácio do Planalto não faz nada para impedir.

Basta analisar o contexto para que fique claro o que aspira esse pessoal: quer o silencio da casa de leis do País, onde ecoa a voz das ruas, mesmo  que distorcida, mas que representa a população e que debate os temas de interesse de toda comunidade, mesmo que existe o risco de medidas contra o interesse da povo sejam aprovadas.

Daqui a pouco, além de continuarem pedindo a intervenção militar,  forma que tem para calar a boca dos que pensam e defendem a democracia, vão pedir a prisão destes  porque são comunistas.

Há caldo de cultura para a defesa de um regime militar, autoritário, mas não amadurecimento para isto. Mas é preciso alertar que as ditaduras não acabam com mazelas, apenas não deixam que sejam mostradas, sufoca quem as aponte e denunciam, porque o propósito é fazer tudo pela cabeça de iluminados, que não admitem contestação.

Esse não é o caminho para construir uma sociedade. Para que a Nação tenha fio condutor a liberdade é essencial, debates abertos e ações severas dentro da legalidade sejam tomadas e a punição a infratores sejam aplicadas.

Por outro  lado a sociedade civil tem que pressionar os políticos para se assemelhem mais ao povo que representa. Cortem na própria pele, reduzam salários, eliminem privilégios e proponham  e aprovem leis que beneficiem o maior número de pessoas possíveis e façam a vida tornar melhor para  a maioria.

Isto não é de esquerda e nem de direita, mas trata-se da dignidade humana a que todos têm direito.  E a construção dessa sociedade é preciso acontecer com muito barulho, com discussão aberta e com o direito a voz para todos.

Isto não é de esquerda, nem de direita, isso é um trabalho que tem que ser feito para a consolidação de um povo, como Nação e neste missão a maior defesa tem que ser da liberdade plena.

*Carlos Alberto Alves é engenheiro por formação e jornalista por opção