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01/11/2016 09:50h - Atualizado em 01/11/2016 09:57h

Onda conservadora

Por *Carlos Alberto Alves

Finalizadas as eleições municipais os analistas políticos estão apontando quem foi o vencedor e quem perdeu pontos para as próximas que virão, que elegerá deputados, senadores, governadores e o presidente ou a presidente.

Esses mesmos destacam o enterro do PT e a elevação do PSDB à glória de ser levantado pelo voto popular, ficando o PMDB com o seu espaço de linha auxiliar, mas com a diferença importante de ter hoje o comando do País, mesmo assim sem um nome de ponta para aspirar a presidência da republica.

Pelas análises Lula e Dilma estão fora do páreo; Aécio Neves sucumbe aos olhos vivíssimos de Alkmin e de um  combalido José Serra; Marina Silva não conseguiu destaque suficiente que pudesse coloca-la na disputa.

Os observadores da cena política se esquecem, porém, que as circunstâncias das eleições são diferentes. Uma trata das questões municipais e a outra das nacionais. Evidente que o cenário nacional influencia no cenário local e vice-versa e a ideia que se quer ter é  que as bases de um partido saem fortalecida e de outro enfraquecida, portanto uns com mais gente para pedir votos do que outros, além de terem nas mãos – os vencedores de hoje – a máquina administrativa, sempre uma possibilidade de conquistar votos.

É aí que mora o perigo.

Pelo que se percebe e pelas informações disponíveis os eleitos de hoje vão administrar massas falidas e com compromissos de realizar sonhos embutidos nas promessas que fizeram aos seus eleitores.

De outro lado tem as redes sociais e o uso da internet que sempre atualiza as discussões e colocam na ponta da  língua, e na mente de todos, o que ocorre na macro política.

E aí está outro ingrediente que vai mexer profundamente com a opinião pública.

Não restam dúvidas que a base de sustentação de Michel Temer ganhou as eleições e, por isto, ele está com fôlego para impor sua política econômica, o que permitirá aprovar a PEC 241, que liquida conquista sociais fundamentais – falta só o senado- a reforma da educação, que amesquinha o acesso ao conhecimento, reforma da previdência, que empurra a todos para que se aposentem à beira do caixão.

Uma vez aprovada as medidas, não virá a paz do cemitério, mas a voz rouca das ruas vai ecoar nos gabinetes dos deputados e nos corredores dos palácios, campo fértil para a eclodir uma liderança de direita, pregando o autoritarismo, cabendo às forças comprometidas com a democracia se articularem para evitar retrocesso maior do que este que Temer e seus apaniguados vão impor à massa ignara, aproveitando a onda conservadora que avassala o País.

*Carlos Alberto Alves é engenheiro por formação e jornalista por opção.