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20/10/2016 15:00h - Atualizado em 20/10/2016 15:02h

A cidade sem animador

Por *Carlos Alberto Alves

É uma rotina que parece normal: todo ano eleitoral, quando a oposição ganha parece que a administração entra no clima de fim de festa. É o que acontece agora, quando o cidadão anda pelas ruas e encontra buraco e lixo. Mesmo sentimento carrega, quando vai à UPA e depara  com um punhado de gente aguardando para ser atendida, numa longa fila de espera. Assim é também quando tem que ir ao São Lucas marcar exames e/ou consultas para si ou para alguém de sua família.

Mas no caso aqui de Passos, este olhar sobre a situação da população não vem de hoje, mas atravessa essa gestão e remente a uma comparação com a primeira gestão do prefeito Ataíde Vilela, quando fez uma administração que encheu de ânimo o povo ao mostrar serviço e apresentar resultados que significavam de fato melhor qualidade de vida para a maioria das pessoas.

Porém as coisas não esgotavam na ação em si. Havia na sequência uma comunicação das ações para a comunidade. O marketing foi eficiente para tal fim, não o sendo para garantir a reeleição do prefeito.

Isso tudo favorecia o papel que cabe ao prefeito fazer: ele é o animador da cidade e dos cidadãos. 

Naquela época Ataíde cumpriu com zelo esse desígnio, o que agora  não consegui fazer. Por isso a cidade ficou sem animador. Talvez tenha contribuído para isso a situação econômica  que o País atravessa e que atinge em cheio os municípios, mas essencialmente o maior erro do prefeito  foi  chamar para ele o papel de comunicador e tentar fazer uma gestão midiática, sem apoio de uma estratégia de comunicação, que teria que ser elaborada pelo núcleo político de seu governo e executada por uma agência de publicidade.

O prefeito Ataíde, por esta razão reforçou a lembrança em sua primeira gestão, colocou  como alternativa de poder quem lhe confrontou na eleição passada, e perdeu, fazendo dele um vencedor hoje.

Agora não adianta chorar o leite derramado, mas se for confirmado o caos na prefeitura, Ataíde pode se beneficiar do veneno que lhe imputou Renatinho durante a campanha e surgir das cinzas, como fênix, numa disputa para as próximas eleições concorrendo ao cargo de deputado estadual, com grandes chances de sucesso.

*Carlos Alberto Alves é engenheiro por formação e jornalista por opção