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17/11/2014 14:15h - Atualizado em 17/11/2014 14:20h

É hora do hospital público municipal

Por Carlos Alberto Alves

As denúncias que o Conselho Municipal de Saúde tem feito é uma novidade na relação institucional entre a administração municipal e os conselhos que existem para assessorar o poder público, no caso, no âmbito do município.

São vários,  como de cultura, turismo, meio ambiente, criança e adolescente, cidades, a maioria deles acaba sendo um apêndice de quem está à frente do executivo.

O que vem ocorrendo com o Conselho Municipal de Saúde muda um pouco o tom e se a prefeitura souber ouvir o que dizem os conselheiros pode ser  que a ação dele venha ser útil para toda comunidade.

Não pelas denúncias de ineficiência apenas, porque já são velhas conhecidas dessas e de outras gestões, mas porque, se houver sensibilidade, pode surgir daí alguma ação efetiva para o enfrentamento da questão de saúde no município.

A cidade de Passos possui uma boa infraestrutura para prestar serviços à saúde da comunidade. São mais de 20 unidades básicas, outros 9 ambulatórios, a unidade de pronto atendimento, a policlínica São Lucas, Santa Casa de Passos, ambulatório escola, além dos CAPS-AD, que atuam na atenção à saúde, mas aos olhos da comunidade este aparato não é suficiente.

Pode ser que  a administração municipal avalie estatisticamente e, diante do que oferece à população imaginar que a reivindicação por melhoria é natural e que o que falta é informação para que todos saibam o quanto a administraçãon trabalha para atender a demanda da sociedade.

Meia verdade isso, porque a função de uma administração pública é melhorar sempre a vida das pessoas. Nesse sentido é preciso resposta às denúncias que o Conselho Municipal de Saúde vem fazendo, principalmente no gargalo que há entre a porta de entrada na UPA e o caminho para a internação, que tem que passar pela tal central de regulação, o que faz formar uma fila de espera nos leitos da UPA, não raro.

A solução é só uma: construir o hospital público municipal, articular para que os recursos destinados à Santa Casa ganhem o destino de sustentar uma infraestrutura do município e aproveitar a mão de obra que vai surgir a partir da faculdade de medicina para ofertar mais médicos à comunidade, dentro da cultura que o Programa Mais Médicos ensinou aos brasileiros, de que é possível a estes profissionais cumprir a jornada de trabalho contratada.

Para que isso aconteça, o prefeito precisa ter coragem para enfrentar o corporativismo do aparato atual que, por certo, não vai querer abrir mão do que hoje detém: o poder de curar e faturar em cima das doenças do povo.