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22/10/2014 16:48h - Atualizado em 22/10/2014 16:53h

Hora de alternância

Por Carlos Alberto Alves

O Brasil vive neste domingo, dia 26, a histórica decisão sobre quem vai governar o País nos próximos quatro anos. Os mais de 140 milhões de eleitores terão a possibilidade de escolher sobre dois caminhos.

Um, ficar do lado de Dilma Rousseff, garantindo a continuidade do projeto político do PT e seus aliados. É verdade que o Brasil hoje é outro, notadamente na área social, com avanços inegáveis na inserção dos pobres em camadas da classe média e na educação, com  o acesso a cursos técnicos e superiores bem mais facilitados que antes.

Outro, escolher Aécio Neves, do PSDB, partido  que já governou o Brasil e teve como principal líder Fernando Henrique Cardoso que, como ministro da fazenda de Itamar Franco, elaborou e implantou o Plano Real, conseguindo controlar a inflação e colocando o Brasil no panorama de uma economia planejada e estabilizada.

E daí? Para onde ir?

Na minha modesta opinião, o PT e, portanto Dilma, deve ser afastado do poder. A corrupção que hoje corrói a máquina pública é bem diferente de outra corrupção que sempre existiu.

Ninguém pode em sã consciência defender a corrupção. Ela é perniciosa e leva para as mãos de ladrões, o que poderia ser aplicado em saúde, educação, habitação, infraestrutura etc.

Mas também é do conhecimento de todos que ela existe e não importa o governo, o partido ou as alianças que estiverem no poder.

E quanto mais tempo o grupo político se manter na crista,  mais a corrupção se arraiga e se infiltra nas veias sadias dos projetos políticos e das ações que colocam em práticas as propostas para o bem estar do cidadão.

Daí a importância da alternância no poder, que só a democracia permite fazer, através do uso do voto universal e secreto.

Neste instante da nossa incipiente democracia, vivemos um momento em que é preciso exercitar essa alternância, porque é  necessário pôr um freio na forma com que o PT e seus aliados aparelharam o estado.

A corrupção hoje não ocorre mais por iniciativa de um marginal inserido no contexto de quem detém o poder. Virou modus operandi das instituições partidárias. Na verdade não são partidos, mas bandos de saqueadores do dinheiro público,  que repartem entre si o que roubam e financiam as campanhas eleitorais.

Não há prova mais cabal disso do que o envolvimento do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vacari, denunciado por Paulo Roberto Costa, como o encarregado de pegar a propina e depois coloca-la no cofre da agremiação.

Ou seja, em nome dos projetos sociais, que podem ter continuidade em outras mãos (decerto que ninguém vai tomar medidas impopulares para acertar seu próprio pé), pode-se votar em quem está tendo a campanha financiada pelo dinheiro que foi assaltado do bolso do eleitorado brasileiro.

Portanto, a hora é de fechar este ciclo do PT no poder. É hora de votar contra este aparelhamento que pode ferir de morte nossa jovem democracia. O voto, não para o bem do PSDB, que, se eleger Aécio, merece toda vigilância da sociedade, tem que ser dado em nome da liberdade, para que não volte a ditadura que Dilma tão bem combateu. Este voto tem que ser do Aécio.