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18/04/2014 10:16h - Atualizado em 18/04/2014 10:18h

OPINIÃO -UM OLHO NO GATO, OUTRO NO PEIXE

Por *Carlos Alberto Alves

Estou escrevendo este artigo  no dia 17 de abril, um dia antes da data fatal para a nomeação da Comissão Especial por parte do governo, que vai acompanhar o processo de estadualização da FESP.  Sei que Ituiutaba já tem a sua comissão nomeada. Em Passos, porém, nada ainda.

Digo nada ainda, porque dia 18, que é o que consta nas normas editadas pela SECTES para nomear a comissão, será dia santo, a maior data santificada pelos católicos (Sexta-feira Santa) e, por isso, todas as repartições estarão fechadas.

Os que de cá são ficam imaginando o porquê das coisas para Passos serem mais difíceis que para outra localidade.

Ora vejam o caso da estadualização da FESP.

Todas as outras tiveram data definidas antes das eleições para a absorção. Passos foi a única que ficou para depois.

Aqui um relatório num primeiro momento apresentou um passivo de R$27 milhões. Foram olhar direito e em menos de poucos dias este passivo passou para R$46 milhões. Passou não, já estava lá,mas parece que no primeiro relatório foi omitido.

O que a gente sabe é que o governo se  assustou com isso, mesmo assim decidiu manter a palavra dada e assumir a estadualização, mas decidiu dar o troco e assustar a gente, marcando a data para estadualização para depois da eleição, quando todas as cordas podem ser arrebentadas sem que haja prejuízo eleitoral imediato.

E está o povo daqui a matutar de novo(Pelo menos os amigos da FESP). Como que um sujeito que fez publicamente todas as declarações que queria a FESP autônoma, sem a participação do governo, que constrói um complexo numa área sub judice e que é de nomeação e exoneração de livre vontade do governador continua firme no leme de algo que administrou pessimamente?

E tem ainda, para acabar de embaralhar a cabeça dessa gente crédula na estadualização, a do Secretario Nárcio Rodrigues que,  num dia desanca Fábio Kallas em auditório e no outro afirma que nada tem contra a gestão da FESP? (Mesmo sabendo que o buraco apresentado é mais embaixo ou, se quiserem, o rombo é maior que o anunciado).

E tem outra: O tal Fábio Kallas, tido como dinâmico, mas que na verdade está deixando claro a todos  sua frágil visão administrativa ao se enrolar em dívidas e realizar obras em local temerário, como a que já mencionei no Country Club, parece que coordena uma série de cursos, algo como 14 no total e ganha, por cada coordenação R$ 4 mil, o que daria, sendo real a coisa, R$56 mil por mês. E olha que o estatuto  da fundação veda que o presidente da Fundação seja remunerado.

Bem que ele – Fábio Kallas – poderia vir a público e explicar como são as coordenações, se ganha algo ou não, como exercia seu trabalho quando era subsecretário  da SECTES e passava dias em BH e outros aqui em Passos.

Enquanto isso a gente espera a nomeação da Comissão Especial para ver que canto será reservado para ele ficar, enquanto a comissão cuida da estadualização definitiva da FESP que a gente crê, como disse o governador Antonio Anastasia, é assunto encerrado.

*Carlos Alberto Alves – Engenheiro Civil por formação e jornalista por opção