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08/04/2014 10:09h - Atualizado em 08/04/2014 10:11h

A FESP para o povo

Por Correio do Vale do Rio Grande

Carlos Alberto Alves

Durante quase 24 anos tenho participado de um debate intenso em nossa cidade e região:a FESP pública ou não.  Sempre fui um defensor da Fundação como universidade pública e um fã incondicional da UEMG, como universidade descentralizada e sempre estive par a par com o professor Aloisio Pimenta, quem mais batalhou no princípio pela implantação da universidade do estado, à semelhança de outros estados que têm a sua, como é o caso de São Paulo.

Nesta luta de mais de duas décadas, encontrei – estou falando na primeira pessoa para relatar uma experiência pessoal, mas sempre tive pessoas tão voluntariosas com eu na busca da concretização desse sonho- mas retomando, encontrei os mais diversos obstáculos na trajetória que se conclui, com o governador Antonio Anastasia assinando o decreto de estadualização.

Há falácias de todo o tipo, como aquela que ensino público superior é para ricos. Não é bem assim. Ensino público superior, gratuito, é para todos. Basta que tenham capacidade de assimilar que entrarão na faculdade, como já cansei de ver muitas pessoas conseguirem cursar faculdades públicas de primeira linha. Também pobre sofrer muito para pagar uma mensalidade numa instituição de ensino particular  e ir em frente conseguindo o seu diploma de curso superior.

É claro que este um lado da discussão, mas uma academia como se propõe em Minas terá importância para Minas por ser o canal de seu crescimento homogêneo e harmônico, promovendo o desenvolvimento nestas tantas Minas da qual falou o poeta.

Parece que ainda está distante. Afinal só em 3 de novembro a estadualização será definitiva para os passenses e esta região. Parece que há risco, porque vai acontecer depois das eleições, mas a certeza dada é que outras fundações serão incorporadas antes do pleito acontecer.

E mais, se for preciso, ergamos a cabeça e retomemos a luta, afinal foi assim nestes 24 anos. Até chegamos encontrar pessoas que juravam ser a favor da estadualização, mas agiam sempre no sentido contrário, como, por exemplo, tirando do estatuto a autoridade do governador em nomear o conselho curador.

Talvez esses arautos dos mil disfarces, tanto que convencem alguns seguirem seus passos, sonhassem um dia ser donos do que a comunidade construiu, mas ainda bem que tiveram a resistências de muitos e assim, agora, nesse momento, podemos assistir a FESP voltar de verdade para o seio da comunidade que a criou com esse propósito servir ao povo que a mantém e não deixar que oportunistas se sirvam de um patrimônio que é de todos.

É hora de ressaltar o trabalho de verdadeiros amigos da FESP, que sempre se colocaram na defesa de uma universidade pública e que sempre quiseram ver a nossa fundação como um pólo da Universidade do Estado de Minas Gerais, abrindo oportunidade para que jovens possam fazer um curso superior numa instituição superior de ensino grátis e de qualidade para saiam em condições de ajudar construir um mundo melhor, mais justo e com menos hipocrisia do que hoje enfrentamos, as vezes até em boas instituições de ensino superior, não é mesmo?