enquete

  • Aqui vem o tema da enquete que poderá ser alterado acessando o Painel de Controle do Portal.
  • Opção 2
    Opção 3
    Opção 4

07/02/2014 16:22h - Atualizado em 07/02/2014 16:23h

LUZ VERMELHA

Por Carlos Alberto Alves
*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção.
*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção.

A forma como a atual administração está enfrentando a questão da saúde acaba por cair na rotina de outras gestões. A cada conquista, como por exemplo, liberação de cinco mil cirurgias eletivas e a vinda para Passos de médicos estrangeiros dentro do programa do governo federal “Mais Médicos”, são pontos de ânimo novo num sistema fadado ao fracasso.

A atuação nos PSF’s mudou pouco. O modo como opera a UPA também não teve alteração significativa e, não raro, ouve-se a notícia de BOs que ocorrem no local. As reclamações são as corriqueiras: demora na fila, ausência de médicos, troca demorada nos turnos, são os mais citados.
A adoção do protocolo de Manchester, classificando os pacientes por escala de prioridade, é uma boa ideia que tende a se perder, se não for implantada uma infraestrutura nas unidades básicas, estendendo, entre outras coisas, o atendimento nessas unidades para o horário noturno, para proporcionar eficiência na execução do protocolo de Manchester, porque a intenção do uso desse método é de que a UPA seja usada apenas para os casos urgentes.
E isso exige duas coisas, uma  a mudança de mentalidade e outra uma gerência afinada com propostas de gestão da saúde voltada para essas metodologia. 
A saúde em Passos, no que diz respeito a sua gestão, está sendo feita de forma burocrática, que obedece de forma rigorosa – e isso é bom – os padrões, regras, procedimentos ditados pelo Ministério da Saúde.
O que falta – e os gestores precisam abrir os olhos para isso – são programas com a marca da municipalidade, como por exemplo, o de fazer funcionar as unidades básicas à noite e implantação do Hospital Público Muni-cipal.
Assim a expectativa que foi criada nas eleições de solução para a área de saúde estaria sendo enfrentada e o lado político estaria resultando em ganhos para os gestores municipais.
Do jeito que a coisa está indo corre-se o risco do setor saúde ser o responsável por insucesso de outra gestão municipal. A luz vermelha está acesa, todos sabem onde está localizada, mas ninguém achou um jeito de fazer surgir a verde. Quando isso acontecer pode ser tarde demais.