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31/01/2014 16:22h - Atualizado em 31/01/2014 16:23h

VIOLÊNCIA

Por Carlos Alberto Alves
*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção.
*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção.

Esta semana que se encerra foi marcada por quatro mortes e, uma delas, vitimou um cidadão fora do contexto da marginalidade. Trata-se de Julio Cesar de Andrade (Bodinho), cidadão, empresário, sobre quem não pairava nenhuma suspeita. Abordado quando chegava em casa, na noite de terça-feira, ele foi assassinado friamente quando gritou por socorro.

Há uma versão nos meios policiais que dá conta de que o marginal que o matou – ou que estava entre os que tentaram assalta-lo – tinha roubado um carro  durante o dia, mas que foi apreendido e liberado por ser menor, durante o ato de sua prisão teria dito que roubaria outro naquele dia mesmo.

O resto a imprensa sabe.

Uma das consequências da violência exacerbada nos últimos dias foi a realização de uma reunião no gabinete do prefeito Ataíde Vilela, quando autoridades, lideranças, secretários, policiais militares e civis discutiram formas de enfrentar o quadro de insegurança e medo dentro de uma área que deveria exatamente passar aos cidadãos a ideia de que todos estão protegidos e, por isso, podem contar com a tranquilidade que é (seria) morar numa cidade pacata e tranquila.

A reunião é uma resposta capitaneada pelo prefeito Ataíde Vilela para dar uma satisfação à opinião pública diante da sensação de inoperância de quem deveria mostrar presença e desenvolver estratégias de combate mais presente e visível para toda a comunidade.

Na verdade não é preciso reunião, embora o prefeito esteja certo em fazê-la, porque o comandante da policia militar e o delegado chefe na cidade, já tinham que ter um plano em ação e se têm dificuldades para executa-lo, caso tenham, a comunidade precisava estar ciente para exercer pressão em cima das instâncias decisórias, como governador, presidente da república, deputados federal e estadual e senadores.

Todo esforço para garantir um aparelho de segurança eficiente, que inclui a implantação da guarda municipal, será pouco se não for dada atenção ao lado social da questão, lazer, esporte, educação em tempo integral, cultura e estímulo ao primeiro emprego é de fundamental importância para atender este lado. Há esforços feitos pela prefeitura nesse sentido, reconheça-se, mas é preciso muito mais. É preciso aumentar realizações nessa área e cobrar da sociedade integração a estes projetos.

Os empresários, por exemplo, precisam abrir vagas para menores aprendizes. As associações que ajudam na formação de jovens devem elaborar programas que extrapolem sua rotina e buscar parceiros que abram horizontes para a meninada, com competições organizadas para estimula-las à prática esportiva, sempre com o objetivo de tirar os menores da rua com atividades lúdicas, culturais e de empregabilidade.

Assim, ao mesmo tempo em que se busca a redução da maioridade penal para 16 anos, trabalha-se o atendimento social e a formação de jovens para, juntos, construir um mundo mais justo e fraterno, papel que cabe a todos. Às autoridades com mais empenho e dedicação porque foi para isso que o povo as escolheu e para aqueles  que exercem função pública em escolhas que fizeram ao passarem em concurso, espera-se a dedicação, empenho e respeito com o cidadão e façam o que todos esperam deles.