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15/01/2014 14:00h - Atualizado em 15/01/2014 14:02h

PREÇO A PAGAR

Edição 50

Por Carlos Alberto Alves
*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção
*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção

A decisão do presidente do PDT e advogado Jeferson Rodrigues em entrar na justiça contra a lei que atualizou a Planta Genérica de Valores que gera dados para a cobrança do IPTU pode representar três coisas: 1) Posição favorável ao cidadão, diante do que a Câmara Municipal não pode fazer e nem se preocupou em tomar conhecimento, do absurdo que é corrigir numa tacada só 16 anos de omissão do poder público em relação à Planta Genérica de Valores, já que o IPTU mesmo foi corrigido ano a ano com a reposição do índice inflacionário; 2) O primeiro round da luta política que leva a sucessão do prefeito Ataíde Vilela e 3)A imediata luta pelo cargo de deputado federal, já Jefinho se insinua como provável candidato a este posto.

Mas a atitude de Jefinho cobra fatura de uma ação do prefeito  Ataíde Vilela, possivelmente apoiado nos seus conselheiros políticos, quando resolveu diminuir a ocupação de  cargos de confiança e pediu aos presidentes de partidos uma lista que pudessem ser dispensados.  Jefinho era um estranho no ninho da atual administração e foi colocado para fora dentro do quadro de intrigas palacianas, naturais nesse caso.

Avaliaram sua votação, muito boa por sinal, pensaram no que ele poderia fazer e até, quem sabe, imaginaram que o seu partido – o PTB – iria achar muito bom vê-lo fora do quadro de confiança da atual gestão, já o partido dele foi da base de apoio do candidato adversário de Ataíde, o Renatinho Ourives.

Esqueceram-se de olhar o céu com as suas nuvens que, como dizem os antigos políticos, desenham a cada momento uma figura e assim também a política. Quem hoje é nada, pode ser muito amanhã e vice e versa. E – pior – não viram o próprio Ataíde, que lançou mão de um factoide, a luta contra o apagão, para se tornar uma referência na política local, hoje incontestável líder político da cidade.

O gancho de que se aproveita Jefinho para se aproximar da população é interessante. Bem assessorado vai atingir a seara de Renato Andrade e de sobra resvala em Ataíde que terá que se desdobrar para provar na justiça que estava certo quanto a lei e, mais importante, fazer com que o dinheiro arrecadado com  o IPTU vire obras e benefícios para a comunidade.

Se isto vai virar referência política não se sabe, o que pode se depreender desse primeiro lance dado pelo Jefinho é que o passe foi bem dado. A reação ao episódio, que precisa ser político, vai demonstrar, uma, a capacidade política do advogado, presidente do PDT e ora provável candidato a deputado federal, e, outra, como será a reação de Ataíde, sempre hábil em enfrentar as dificuldades, mesmo que, às vezes, tenha que pagar preço alto por isto.

A verdade de agora, porém, é só uma: a bola começou a rolar na disputa eleitoral deste ano e o melhor lance dado até agora veio de quem não se esperava que tal acontecesse, tido no meio político como intempestivo e temperamental, mas que foi o único a tocar, até o momento, numa expectativa concreta da população: o aumento do IPT além da possibilidade de pagamento da maioria das pessoas.