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07/01/2014 09:08h - Atualizado em 07/01/2014 09:08h

A ECONOMIA, PARA NÃO SER ESTÚPIDO

Por Carlos Alberto Alves
Diz a história que um governante americano, diante da crise que se avizinhava após segunda guerra mundial, com ondas de desemprego e miséria e avaliando as diversas opiniões que eram dadas para enfrentar a situação, observando que nenhuma delas tocava o cerne da questão, esbravejou convicto: é a economia estúpidos.
Aqui em Passos, com reflexo na região, temos assistido a estratégia, até dois meses  atrás, acertada de olhar com prioridade a área da saúde, seguida da educação, com esforço pleno para que tenhamos implantado a Universidade do Estado de Minas Gerais.
É claro que não se trata aqui de deixar de lado ações que contemplem essas áreas específicas, de responsabilidade do poder público, mas o quadro que se apresenta agora merece que sejam traçadas estratégias com o objetivo de minorar a crise na economia já presente, mas ainda não sentida pela comunidade em geral.
É de todos conhecido que a Usina Açucareira e a Votorantim Metais dispensaram, as duas  juntas, mais de mil pessoas. Não é apenas isso, é muito mais do que isso, significa mil famílias com menos poder aquisitivo e com menor inserção de recursos na economia local.
Isto num cálculo por baixo, levando em conta um salário  médio de R$800,00, dá uma queda de R$9.600.000,00 em doze meses.  Há uma ressalva que precisa ser feita. Há um período médio de quatro meses de seguro desemprego, mas esse dinheiro não será gasto sem parcimônia haja vista que ele vai servir para proteger o período de “vaca magra”.
Então lá pelo mês de maio, junho, a cidade e a região, se nada for feito, vão sentir na plenitude a crise.
Por isso nossas autoridades, em todos os níveis, precisam pensar a geração de emprego como  fator primordial para evitar a crise anunciada e já presente.
Buscar estreitar relações com países em expansão, que buscam no mercantilismo a forma prioritária de fomentar o desenvolvimento é uma saída. 
A idéia de criar aqui um braço da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China é algo que precisa ser apoiado e aproveitar essa relação para criar as condições de enfrentar o sombrio cenário deve, ao menos, ser levado em conta.