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23/12/2013 14:50h - Atualizado em 23/12/2013 14:51h

ADEUS 2013

Por Carlos Alberto Alves

O ano de 2013 está chegando ao fim. Nesta última edição do ano o Correio do Vale do Rio Grandefaz uma retrospectiva dos fatos mais importantes registrados enquanto o jornal ainda era impresso e que seguiu, depois, na edição virtual.

Fizemos o registro de dois assuntos de grande relevância para a comunidade. O primeiro deles diz respeito a estadualização da FESP, que sofreu solavancos oriundos de onde menos se esperava, como por exemplo a manobra para a mudança do estatuto, que retirava dele a participação do governador e deixava que tudo fosse resolvido intramuros, escancarando a porta para que a FESP fosse uma instituição privada.

A reação da comunidade e o apoio do Correio do Vale do Rio Grandedesmontou a estratégia e desnudou alguns que juram – e continuam jurando – que são a favor da fundação pública com ensino grátis.

Estamos às portas da estadualização, por confiar na palavra do governador Antonio Anastasia, que afirmou no dia 29 de novembro que volta a Passos em março para assinar o decreto de estadualização, mas nem por isso descremos da infinita capacidade dos adversários, mesmo que ocultos, embora sempre denunciados aqui, no Correio do Vale do Rio Grande, de criar obstáculos ao processo sempre com o desejo nunca confessado publicamente de que sonham em ser “donos” da instituição.

A última cartada é que aquela de que Passos poderá ter uma faculdade de medicina, mas que ela terá que ser particular, porque assim reza o edital do governo federal e porque a lei da estadualização diz que os cursos para serem estadualizados precisam estar autorizados e reconhecidos pelo MEC, algo impossível para um curso de medicina que necessita de pelo menos cinco anos para ter um pedido desse atendido.

Que venha março de 2014, para clarear as dúvidas e, por fim, tenhamos a Universidade Pública, uma prioridade de mais de 20 anos de Passos e região.

Outro fato acompanhado de perto pelo Correio do Vale do Rio Grandeé o credenciamento do hospital do Coração da Santa Casa de Passos pelo SUS, já admitido pelo governo estadual na hemodinâmica e cirurgia cardíaca infantil e que aconteceu graças à mobilização da Câmara Municipal.

De outro lado, a crise da usina assusta e provoca temores quanto ao desemprego que, nela, já alcançou cerca de 400 famílias. A reação a isso é a atração de mais empresas, com capacidade para gerar emprego e renda e que tem sido articulada pelo Isepem com a possibilidade de implantar na região a Câmara de Comércio e Indústria Brasil China, hoje um gigante da economia mundial disposto a abrir flancos para expansão do comércio bilateral para atender a demanda interna e expandir negócios no exterior.

Assim encerramos 2013, enfrentando uma dura realidade no mercado do emprego, mas com um pé num futuro que pode ser muito melhor e que depende de se fazer as escolhas certas.

*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção.