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16/12/2013 11:21h - Atualizado em 16/12/2013 14:40h

ACERTO TÁTICO; ERRO ESTRATÉGICO

Por Carlos Alberto Alves
Um episódio, aparentemente menor, pode gerar um desgaste à administração cujo tamanho é difícil de mensurar, mas que se for levado às últimas consequências terá resultados ruins principalmente para a convivência democrática e sadia entre os pares e entre o poder executivo e legislativo.
Ocorre que por uma decisão tática, por ocasião do embate gerado pela discussão do projeto que atualizou a Planta Genérica de Valores, os vereadores de situação resolveram votar contra a aprovação de qualquer requerimento vindo dos vereadores de oposição (Nardão, Alex Bueno, Iran Parreira e Foguinho). Era uma decisão tática acertada, porque serviu para mostrar aos eleitores que a oposição era intransigente quanto às propostas de emendas que a situação fizera ao projeto visando minorar seu impacto ao bolso do consumidor.
Foi, portanto, um acerto tático, já que os vereadores de oposição não ouviram o canto de sereia e deixaram o ônus de aumentar o imposto – pouco ou muito – porque é isto que ao fim e ao cabo vai acontecer, nas mãos dos vereadores de situação (Claudio Félix, Tia Cenira, José Roberto, João Resende, Belinha e Hilton Silva, que ainda poderiam contar com Dentinho se fosse preciso). 
A decisão serviu para mostrar  que os vereadores de situação entenderam os dois lados. Um, o da necessidade do aumento de receita e dois, que o aumento não fosse tão grande a ponto de tornar impossível seu pagamento por parte da comunidade, já salta aos olhos a defasagem para menos dos valores venais dos imóveis em Passos.
Mas este momento passou e está na hora dos vereadores de oposição amainar o espírito para que as coisas retornem ao curso natural e a forma de encarar não se mostre um erro estratégico.
Ora o que queria a  situação já foi conseguido, agora a oposição começa a usar dessa atitude para tirar proveito dela, deixando passar a ideia de que eles – os vereadores contra Ataíde – pedem providências para coisas que interessam a comunidade e os outros – os que são do lado do prefeito – rejeitam.
Na última sessão, esses vereadores da bancada oposicionista dramatizaram o evento e até disseram-se dispostos a ajoelhar como forma de pedir à situação para votarem a favor dos requerimentos deles, ao mesmo tempo em que votavam a favor dos requerimentos da situação.
Quando os vereadores de situação tentaram desmotiva-los da tal atitude humilhante de se ajoelharem em prol da aprovação dos requerimentos da oposição, a fala de alguns (pode deixar que a gente não aprova, mas leva ao executivo ou ainda, esse negócio de pedir para tapar buraco é uma coisa muito pequena para ser pedido) acabou por deixar claro a ponta do iceberg do desgaste que os vereadores do lado da administração estão entrando.
É bom que os estrategistas da situação repensem a postura, antes que os ventos que sopraram a favor da administração comecem a soprar contra, por uma maneira de agir tola e inconsequente. 
*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção.