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02/12/2013 11:26h - Atualizado em 02/12/2013 14:43h

A FESP SERÁ UEMG

Por Carlos Alberto Alves
OPINIÃO
OPINIÃO

A palavra dada pelo governador Antonio Anastasia na sexta, di 29/11, em resposta aos pronunciamentos de Ataíde Vilela, prefeito municipal e de Cássio Soares, dep. Estadual e secretário de Desenvolvimento  Social, mostram que ele está empenhado em cumprir sua promessa de criar em Minas uma universidade pública que não seja o arremedo de escola que hoje a UEMG.  

Aliás no último sábado, 30, ele cumpriu em Ibirité, assinou decreto absorvendo as fundações Campanha da Princesa (Campanha), Fafile (Carangola), Fevale (Vale do Jequitinhonha -Diamantina), Helena Antipofl (Ibirité),com a UEMG assumindo três fundações que eram optantes pela universidade do estado e mais uma que entrou dentro da lei que organiza as estadualizações.
Na ocasião, como já fizera aqui, na sexta, Antonio Anastasia frisou que vai estadualizar as outras três que restaram no primeiro semestre de 2014, que são: Passos, Divinópolis e Ituiutaba.
Há motivos para crer no que diz o governador. Sente-se nele o propósito de dotar Minas de uma universidade forte,  com capacidade de gerar pesquisas, conhecimentos e de abrir oportunidades para milhares de alunos terem acesso ao ensino público e gratuito. Por outro percebe-se sua vontade política de cumprir o que prometera para Minas Gerais, o que foi feito aqui em Passos, em 2010, dentro de sua campanha eleitoral.
De lá para cá é inegável sua postura em favor da estadualização das fundações confederadas, fazendo com que parcelas céticas quanto a sua vontade política fosse esmorecendo aos poucos. 
É bom frisar que uma das poucas que parecem insinuar resistências ao processo é a Fundação de Ensino Superior de Passos que,dentro da estratégia, inventou a possibilidade concreta de uma faculdade de medicina, que, como diz o edital  03 do Ministério da Saúde, só poderá existir dentro de uma instituição particular. 
Esse é o risco concreto que se apresenta para a estadualização e para o qual nossos líderes e políticos precisam estar atentos, não permitindo que desviada a rota, já no seu processo final, que leva a realização de um sonho acalentado há mais de vinte anos por toda comunidades onde exista fundação optante e que nas outras não há nenhuma ameaça ao processo em curso, o que se vislumbra apenas em Passos.
Por ora é possível crer que o governador Antonio Anastasia e que se algo mudar esse rumo, no decorrer do caminho máscaras irão cair, embora haja a possibilidade de que os rostos encobertos que, hoje de forma dissimulada, abominam a estadualização venham colocar outras, estas em favor da absorção da FESP pela UEMG.
Para a comunidade pouca importa, o que é válido mesmo é que a estadualização aconteça e que isto represente o final feliz que todos almejamos.