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14/11/2013 13:33h - Atualizado em 14/11/2013 13:39h

NEGOCIAÇÃO IMPOSTA

Por Carlos Alberto Alves

O debate em torno do projeto de lei que regulariza a Planta Genérica de Valores continua rendendo discussão na Câmara de Vereadores, com repercussão nas bancadas de situação e oposição.  A forma como foi enviado pelo executivo não foi palatável sequer entre os vereadores situacionistas, como vem demonstrando as mudanças que estes estão propondo.

São poucas, por enquanto, mas vão ao cerne daquilo que a administração pretende: bus-car recursos para tirar a prefeitura do buraco em que se encontra. Já muda, por exemplo, o valor do m², que cai de R$1.080,00 para R$540,00. Modifica também as alíquotas que estavam propostas para o comercio que no lugar de 1% vai ser de 0,5%.  E passa de 5  para 10 anos o parcelamento para a efetiva atualização da Planta.

Na essência a Planta Genérica preserva os valores venais levantados pela empresa contratada pela prefeitura e até isso pode ser mudado, apesar de que esta manifestação ainda demore um pouco para ser colocada no foco do debate, mas será feito antes do fim do ano.

Acontece que político tem um senso de sobrevivência muito forte e os vereadores de situação, ao verem o que está escrito na lei, desconfiaram que a repercussão junto à comunidade pudesse ser muito negativa e antecipam, com as emendas que propõem, a fuga do desgaste que se avizinha.

Quem está entre a cruz e a espada é o prefeito Ataíde Vilela diante do dilema entre melhorar a arrecadação e poder realizar algo ou deixar como está e não fazer quase nada.

A verdade é que a situação conseguiu derrubar o discurso da oposição, ao isolá-la na Câmara de Vereadores, mas há algo inevitável, e só depois disso poderá se sentir o tamanho do desgaste para o prefeito Ataíde, que será o momento em que todo cidadão abrir o carnê e ver o tamanho da conta que terão que pagar referente ao IPTU.

O que acontece neste momento é que os vereadores de situação impuseram ao prefeito uma negociação que a oposição tentou fazer e não conseguiu.

 

*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção