enquete

  • Aqui vem o tema da enquete que poder ser alterado acessando o Painel de Controle do Portal.
  • Opo 2
    Opo 3
    Opo 4

07/10/2013 16:43h - Atualizado em 07/10/2013 16:45h

OPINIO: O PAPEL DAS OPOSIES

Por Jairo Roberto da Silva
Saber escutar, pensar antes de escrever e examinar antes de criticar são três das sete recomendações de Bryan Dyson, ao deixar o cargo de Presidente da Coca Cola. O saber escutar admite, entre outras interpretações, o saber escutar críticas na forma e nos resultados  de nossas ações comunitárias. Afinal, isto faz parte do jogo democrático e do sistema de pesos e contrapesos. E é bom que seja assim.
Confesso que a tendência da maioria das pessoas é resistir às críticas, e  se arrepiar diante delas, por considerá-las injustas e incômodas. Prejulgam-nas que não foram prèviamente pensadas e nem tampouco examinadas com o necessário critério. Essa, em geral, é a postura dos que não veem na crítica, procedente ou não, oportunidade de reexame de ações praticadas que interferem na vida das pessoas atingidas ou admitem a necessidade de justificá-las e defendê-las de maneira convincente.
A sabedoria popular consagrou a expressão de que “prefiro os meus inimigos que me criticam aos meus amigos que me bajulam”. Um olhar isento sobre a realidade vai nos mostrar que embora nos pareçam amargas e, por isso, nada palatáveis, as críticas que recebemos nos fazem mais bem do que os elogios repetitivos que recebemos,porque estes alimentam o nosso ego e nos impedem de enxergar e  corrigir nossos defeitos como as críticas são capazes de fazer. 
Chego ao aparente absurdo de afirmar que toda crítica, procedente ou não, pensada ou não, examinada ou não, deve nos conduzir a uma atitude de humildade, para reconhecermos que o ser humano é falível e que o resultado das nossas ações pode ajudar ou comprometer outras pessoas que estão, direta ou indiretamente, na dependência delas. Se não tivemos a perspicácia de evitar, tenhamos a nobreza de corrigir.
A presente reflexão é feita a propósito de notícias e fatos relevantes que têm-se registrado em nossa comunidade, onde se lê que autoridades e dirigentes de importantes instituições não têm sabido lidar com as críticas recebidas e, consequentemente, têm sido impedidas de descobrir sua importância para o crescimento de cada um e, máxime, para o bem estar da coletividade envolvida. É necessário entender que o remédio amargo da crítica trará inegáveis benefícios para todos. Se não conseguirmos absorvê-lo, pelo menos vamos exercer o direito do contraditório, para que a comunidade possa fazer o seu juízo.
 
Jairo Roberto da Silva, advogado e cidadão  participante e interessado no desenvolvimento social. E-mail: geracoesjurídico@gmail.com