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11/09/2013 15:56h - Atualizado em 11/09/2013 16:14h

A MANOBRA POR TRÁS DA ATITUDE

Por Carlos Alberto Alves
Está claro que, depois da decisão do governador em absorver as unidades que optaram pela UEMG, entre elas a FESP, todos os esforços dos dirigentes destas fundações seria o de trabalhar para atender os pré requisitos que a lei de estadualização define.
Não é o que está acontecendo aqui. Um detalhe chama a atenção. Vamos nos ater a ele. A lei diz que serão estadualizados os cursos existentes, autorizados e reconhecidos. Não diz que basta estar autorizados. Os cursos novos estarão autorizados mas não reconhecidos, mesmo porque não há tempo para que isto ocorra.
Acontece, então de se ligar a ambição, com a experiência que temos de vida e do que vimos acontecer na região. Basta para isso ir a um exemplo próximo. Em Alfenas, ergueu-se um império particular da educação, a UNIFENAS, a partir de bens públicos doados nos idos de 70 a uma fundação e que se tornou grande depois da criação do curso de medicina, com mensalidades sempre altas. Quem conhece aquela instituição sabe dos bens móveis e imóveis que ela possui e do forte poder econômico que ela detém.
Nada contra que Fábio Kallas crie sua fundação. Que erga a sua tão sólida e forte como é a UNIFENAS, professores, funcionários e alunos –que possam pagar pelos cursos – agradecem. Mas isto não pode ser feito vendendo-se uma ilusão e correndo-se um risco. 
A ilusão: estudantes da região poderão cursar medicina gratuitamente. Neste momento e neste estágio das coisas isso soa como desvairada mentira. 
O Risco: o processo de estadualização, que beneficiaria pelo menos cerca de 4 mil alunos com a  gratuidade, pode não ocorrer já que a FESP não poderia atender o que determina a lei, não tendo como cumpri-la.
Ou seria uma manobra para fazer surgir daí uma entidade particular à semelhança do que aconteceu em Alfenas, calcado no uso de bens públicos ende-reçados a quem mais a frente surgiria como dono da instituição?
É bom dizer. Edson Velano ergueu um império, mas desde o início dedicou-se a ele e isto quer dizer mais de 40 anos. Como bem sabem a FESP foi construída por gerações e por várias mãos. Seria justo que algumas delas se apropriem que seja de parte das obras de tanto? (CAA)
 
*Carlos Alberto Alves – é engenheiro Civil por formação e jornalista por opção.