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06/08/2019 12:09h - Atualizado em 06/08/2019 12:11h

CPI ouve empresários; tarifa de R$3,80 foi sugerida por prefeito

Por Carlos Alberto Alves
CPI dos transportes ouve empresários
CPI dos transportes ouve empresários

 

Os empresários Valdson José da Silva e Luiz Fernando Carvalho, que juntamente com Israel Lopes Pereira, iriam constituir a Urbanus para atender a demanda emergencial do transporte coletivo da cidade, já que a Cisne não teve interesse de continuar prestando o serviço, compareceram ontem, 5/8, à CPI dos Transportes e, como convidados prestaram depoimentos.

 A empresa começou a operar as linhas urbanas em 2004, no lugar da TCP, à época administrada por Valdson, chamado pela prefeitura para fazer uma proposta para explorar o transporte coletivo da cidade. "A ideia que me passaram era de cobrar a tarifa que a Cisne estava cobrando, de R$4,05", disse no depoimento, quando ainda seria preservado as outras condições em cima do que a empresa que deixara a prestação do serviço fazia seu trabalho. "Não me interessei. Só faria se tivesse uma garantia de R$5,00/km rodado", afirmou.

Foi aí que surgiu a Leopoldinense,  empresa que faz o transporte urbano de passageiro em São Sebastião do Paraíso, "Me disseram que ela faria nas condições da Cisne".

A presença da empresa da cidade vizinha durou pouco. "Ela foi embora sem apresentar documentação e sem ter assinado contrato com a prefeitura",  pontuou Valdson, que novamente foi chamado à prefeitura para apresentar proposta para fazer o transporte urbano .  Novamente ele fez a ressalva de que teria que ter uma garantia de preço mínimo de R$5,00/km. A discussão sobre a apresentação da proposta aconteceu com a participação do prefeito e do procurador, o advogado Marcelo Vasconcelos. "Renato Mohallem, então secretário de planejamento e Rossini Maia, diretor de transportes,  participaram de algumas como ouvintes", disse aos membros da CPI  - Rodrigo Barreto, presidente, Erick Silveira, relator, Aline Gomes, vice-presidente, Isabel Ribeiro e Dona Cida, membros.

Prefeito sugere tarifa

Foi  numa dessas reuniões , quando pediram que o empresário formulassem uma proposta por escrito, que levariam  ao promotor Antonio José  para fazer parte da TAC -Termo de Ajuste de Conduta, que Valdson ouviu do prefeito Renatinho "a sugestão da tarifa de R$3,80",  porque  teriam ouvido do promotor que Passos cobrava uma das tarifas mais caras da região. A proposta foi protocolada no dia 4 de julho às 14:45hs.

No dia seguinte, quando foi saber o resultado da reunião com o promotor, com o intuito de "preparar os ônibus para atender o proposto, ouvi que, através do senador Rodrigo Pacheco, outra empresa havia se apresentado com  a tarifa de R$3,30 e o preço por quilômetro rodado de R$3,09", disse. "Esses valores são inexequíveis. É prejuízo na certa".

O empresário disse que reclamou com Rossini. "Então me pediram para apresentar uma proposta para que outra empresa apresentasse proposta menor?"  Ele discorda da forma como foi feita a escolha. "Ali não é uma empresa particular, por isso teria que ser feita uma licitação", avalia.

Valdson afirmou que a prefeitura enviou email, depois dessa conversa, pedindo que ele encaminhasse outra proposta. "Eu já sabia que havia empresa que iria apresentar tarifa de R$3,30, por isso não me interessei", contou aos membros da CPI.

O outro empresário, Luiz Fernando, confirmou o depoimento de Valdson.

Erick Silveira pediu que o segundo contrato emergencial, seja incluso como objeto determinado da CPI, constituída para apurar o que ocorreu na primeira contratação