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11/06/2019 09:07h - Atualizado em 11/06/2019 10:48h

Câmara tem pedido de CPI e debate empréstimo de R$ 13 milhões junto a CEF

Por Maria Alice/Vitória Ramos, com Carlos Alberto Alves

Em mais um reunião ordinária, ocorrida nesta segunda, 10/06, os vereadores receberam Arlindo Nascimento (Clique aqui) um abaixo assinado pedindo a instalação de CPI para apurar desvio de R$14 milhões que vinha ocorrendo na prefeitura desde 2012 ate agora. O documento foi acolhido e será encaminhado ao jurídico da Câmara para análise. Outro assunto, além dos tradicionais sobre saúde, ruas esburacadas, foi o pedido de empréstimo que o executivo quer fazer junto a CEF e para o qual precisa do aval dos vereadores. Acompanhe a resenha que nossas repórteres fizeram dos acontecimentos dessa sessão.

Erick Silveira: O que a prefeitura fez até hoje de concreto?

O vereador Erick Silveira, do partido MDB, iniciou o seu pronunciamento falando a respeito da nomeação que o vereador Rodrigo Maia (presidente da Câmara) lhe ofereceu (Relator Ad doc da projeto de lei complementar sobre a reforma do Código Tributário)   e afirmou que entregará até quarta-feira, 12/06, o relatório do código tributário. Ele também comentou sobre os R$13 milhões de empréstimo que a prefeitura quer fazer, através de um projeto de lei. “É um projeto de lei mal feito. Não tem impacto financeiro, sequer tem projeto de onde vai ser gasto esses R$13 milhões.” afirmou Erick Silveira.

Afirmando que essa administração não é digna de credibilidade, Erick Silveira declarou que o dinheiro do empréstimo será usado nas eleições de 2020, com as campanhas dos vereadores.
Erick lembrou que desde 2017 ele está denunciando o contrato das empresas terceirizadas de aluguel de maquinário e se indigna de agora a prefeitura querer fazer o empréstimo de R$ 13 milhões.  E a conta feita pelo prefeito atual não será paga por ele, e, sim, pela próxima administração. “É isso que o prefeito quer. Ele quer pegar R$13 milhões, enfiar onde bem entender, gastar com não sei o quê e ficar por isso mesmo. Depois, a conta ficará para o prefeito futuro.” lamentou Erick, que disse que fará parecer contrario ao código tributário, nessa semana, e trabalhará, junto aos vereadores, para que seja negado essa administração.

Téo Lemos: “Eu não subo aqui pra fazer média com a população e fazer média como vereador”

Na fala do vereador Téo  Lemos, o mesmo afirmou que estava com uma nota de repúdio referente à certas mensagens de um funcionário da Zoonoses, e vereador, as quais  teve acesso. No conteúdo das mensagens, de acordo com Téo, as mensagens diziam: “Oi, boa tarde. Olha, falei com o Colorado e pedi para que ele permaneça nas horas extras dois apadrinhados meus. Não deixe eles, por favor, de fora. Qualquer coisa, confirma com o Colorado.” Após isso, ele afirmou que sabe da competência de cada funcionário da Zoonoses, que veste a camisa e luta pela cidade, e alegou que repudia o vereador das mensagens, e espera que o mesmo não chegue à tribuna e desminta, já que ele tem o costume de fazer as coisas e depois desmentir. “ Eu não admito chegar nessa tribuna e fazer insinuações. Cadê a prova? Porque aqui eu tenho uma prova e o Ministério Público estará ciente dessa prova, com a autorização do destinatários,” disse Téo. A vereadora Belinha pediu para que Téo dissesse o nome e o numero de telefone do vereador das mensagens, mas ele se recusou, alegando que em um momento oportuno ele falaria.

O vereador também falou a respeito do projeto de R$ 13 milhões, que tem como destinação ser usado em movimentação em recapeamento e pediu para que, até no dia 30, no ultimo prazo, para que o jurídico da Câmara acelere no projeto. “Pouco me importa se é fulano ou cicrano que vai indicar a rua, pra mim todo mundo pode fazer isso. Eu quero ver é a rua asfaltada, eu quero ver aquela senhora que reclama que está com problema de gripe por causa da poeira satisfeita e feliz”. Ele também disse que existem pessoas na câmara que desconhecem as leis e projetos da casa, afirmando que o projeto dos 13 milhões não tem nada a ver com a obra do Polivalente.

Já deixando o “palanque”, Téo afirmou que não assinará mais nenhum projeto nomeando rua de quem indicou mais de cinco, pois fica envergonhado de colocar projeto em nome de rua, diante de todos os problemas que a cidade está enfrentando.

 

Aline Macedo: É um absurdo o que a gente vê nessa casa! É um absurdo a politicagem que querem fazer com o povo!

 

Aline Lemos, vereadora do Partido da República, deixou um recado: “como os vereadores de base, o líder, tem tanto respeito por vocês, tanto carinho. Lutem para que vocês tenham instrumentos de trabalhos adequados, tenham condições de atender a população e de fazer realmente um serviço com eficiência”.
 

Assim como diversos vereadores, Aline comentou sobre o cheque em branco de R$13 milhões de reais, alegando que fica surpresa de ver na ultima administração houve um caso idêntico ao do cheque em branco, mas os mesmos vereadores tiveram a reação completamente contrária à que estão tendo agora.

Logo após, Aline leu uma lista de coisas que poderiam ser usadas com os R$13 milhões, como pavimentação, recapeamento, iluminação pública e construções públicas. Ela afirmou também que, de acordo com o diretor do Obras, que esteve na câmara, para pavimentar as ruas de terra de passos o custo é apenas de R$4 milhões de reais, menos de um terço do valor do “cheque em branco”. “E nós, que estamos analisando o contrato e as necessidades da cidade e da população é que estamos de politicagem? Quem está de politicagem é o senhor prefeito e os amigos, puxa saco que estão querendo defender o indefensável.” alegou a vereadora.
 

Aline também lamentou a falta de planejamento da administração à respeito do contrato do transporte coletivo, que vence dia 14/06 e até hoje a administração não deu uma posição aos usuários do transporte coletivo e nem à câmara.

De acordo com Aline, na segunda-feira passada eles estiveram na câmara e afirmaram que estão terminando um termo de licitação para a empresa do transporte coletivo, porém, é um processo que pode demorar até dois anos. Ela demonstrou total insatisfação com a administração e afirmou “O secretário de planejamento tem que ficar na secretaria de planejamento fazendo a função dele, porque isso é responsabilidade dele. Ele faz leitura da política toda, ele sabe tudo e fala tudo sobre o vereador, mas não sabe falar, na pasta dele, como está a licitação do transporte coletivo”. No final, Aline faz um convite para toda a população que no dia 11/06 haverá a audiência pública, as 19h no Plenarinho, a respeito do orçamento que terá ano que vem.

 

Belinha: “Vocês jamais viram nessa tribuna essa vereadora usar de demagogia pra crescer”

A vereadora Isabel Aparecida, Belinha, começou o seu pronunciamento relembrando a caminhada que a mesma fez com o prefeito Renatinho no bairro Aclimação. Ela compromissou em alguns bairros dar a resposta àqueles moradores através de trabalho  e isso seria prioridade assim que fosse eleito. “Àqueles que me assistem, essa vereadora jamais desistiu de cobrar por respostas a esses moradores. Serra Verde está intransitável, Serra das Brisas, nem trabalho de terraplanagem nas ruas de terras está sendo feito. A gente busca alternativas para que esses compromissos, assumidos com o Sr Prefeito e com os nossos moradores seja concluído.” lamentou Belinha.

A vereadora também lamentou sobre os grupos sociais que deveriam ser voltados à política, mas estão ali para “espezinhar” e “crescer politicamente”. A mesma contou um caso de um cidadão que reclamou, virtualmente, da vereadora, afirmando que ela foi culpada de algo que não tem culpa, que no caso é a Rua de Serra Verde. “É fácil alguém por detrás das redes sociais criticarem o trabalho da gente. O difícil é acompanhar o que essa casa vem fazendo,” alegou a mesma.
Ela também entrou no assunto da manipulação dos funcionários da Zoonoses, alegando que não há manipulação. Se referindo ao vereador João Serapião, a mesma afirmou “Não estão sendo manipulados, estão aqui por livre e espontânea vontade. São maiores e vacinados, sabem o que estão fazendo”,  disse.

Alex Bueno fala sobre Código Tributário e Transporte Público

O vereador Alex Bueno (PSD) falou sobre o projeto de lei do novo código tributário que visa a criação de cobrança de taxas para iluminação e coleta de lixo, declarando que não apóia essa criação “já cobram tanto imposto do povo e ainda querem aumentar”. Em seguida, Alex falou sobre o projeto de asfaltamento das ruas, onde a prefeitura faria um empréstimo de R$13 milhões de reais, pedindo o apoio dos colegas vereadores e afirma que é uma necessidade da população.

Fala também sobre a conquista da abertura da Rua Santa Casa, que liga o bairro à Penha, segundo ele, a rua será aberta com toda a estrutura necessária. Por fim, fala sobre o problema do transporte coletivo da cidade e propõe um projeto de lei que garanta o transporte especial dos deficientes físicos, tornando isso uma política pública garantida independente da administração.

 

Dona Cida fala sobre escândalos do governo federal

A vereadora Dona Cida (PT) falou sobre o escândalo envolvendo a troca de mensagens entre o juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato. Segundo a vereadora, é necessário investigar e esclarecer, pois as mensagens divulgadas podem indicar uma farsa na prisão do ex presidente Lula. Dona Cida também termina citando o jogo da Copa Mundial Feminina, falando sobre a desigualdade entre gêneros e parabenizando as atletas pela vitória.

João Serapião critica administração

Fala sobre sua colocação sobre o rodízio das diárias, afirmando que não é contra, mas sim que todos os funcionários devem ter o direito de realizar horas extras de forma igualitária. Serapião também fala sobre os atrasos nos salários de servidores terceirizados e cobra um posicionamento da prefeitura.

Por fim, fala sobre o projeto de empréstimo de R$13 milhões que a prefeitura pretende fazer para o recapeamento de ruas, afirma que esse dinheiro será um problema para o próximo gestor da cidade. “Querem pedir R$13 milhões para isso mas não podem pedir R$4 milhões para acabar com a fila de cirurgias”. O vereador fala também que não se tem garantia do destino desse dinheiro, insinuando que pode ser desviado para financiar campanha de candidatos nas próximas eleições.