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15/05/2019 09:21h - Atualizado em 15/05/2019 09:35h

Espirito de Corpo

Por *Carlos Alberto Alves

A Câmara coloriu de atitude uma nova forma de omissão. Sem querer encarar o episódio que envolveu Dr. Aquiles e o vereador Téo Lemos, saiu pela tangente elaborando  uma moção de repudio, taxando de agressão ao legislativo e, portanto a todos os vereadores, o que ocorreu no dia 9 de maio.  Não assinaram o documento o vereador João  Serapião e a vereadora Aline.

Ainda está muita fresco na memória de todos, e existem vídeos feitos pelo médico e também da própria Câmara que registra bem o que aconteceu.

Primeiro, no vídeo feito pelo cidadão, percebe-se, com um pequeno esforço, a pretensão de uma manobra para criar um factoide politico. De celular em punho e com um tom de voz diferenciado dos demais mortais, quando se mostram propensos ao diálogo, sai gravando e questionando Téo Lemos, pode-se dizer provocando, que entra na vibe e parte para cima do doutor.

Segundo,  no vídeo da Câmara o que se vê é o vereador tentando acertar Aquiles, sem conseguir de fato, a não ser alguns esbarrões.

E aí? Daí não se pode  tirar conclusões a partir do que a narrativa dos dois depois do fato ocorrido e da imagens que circulam pelas redes sociais,

Não é correta a alegação que a moção de repudio assegura que outros fatos semelhantes não possam ocorrer. Isto é uma questão de segurança, com colocaçao de portas detectora de metal  e a criação de lei que preveja normas de segurança para a Câmara.

Essa moção, que não repudia ninguém, é a toalha com a qual o legislativo enxuga as mãos omissas, que deveriam agir com mais rigor na apuração do ocorrido.

Ela dá passe livre, isto sim, para que outros cidadãos adiram a moda, como fez o médico, que não merece nenhum aplauso, porque o objetivo não era uma ação ccidadã,  mas intenção politiqueira. Se ele não concordar o espaço está aberto para que rebata os argumentos, mas mesmo desmentindo, se quiser, mantenho meu ponto de vista: tentou causar em cima de um fato muito desejado pela população e a câmara preferiu agir pela inciativa de por uma pedra em cima do assunto.

Para Téo Lemos, a dita moção, caiu com uma luva. Não terá que expor a razão do estopim curto. Nem será necessário dzer porque um homem público aceita as provocações de um cidadão e tenta agredi-lo.

O papel do vereador, entre outros, é de legislar. Mas acima de tudo ele representa o cidadão e em qualquer circunstância é obrigado defender este cidadão. Se passou do limite, o vereador não pode querer fazer justiça com as próprias mãos.  Precisa e deve buscar amparo no aparato legal. Não foi isto que se viu.

Mais uma vez, homens reunidos para defender a sociedade, promover a qualidade de vida, isto inclui relações civilizadas e a elaboração de leis que contemplem as necessidades do cidadão,  resolveram agir com o espirito de corpo, se protegendo em primeiro lugar e deixando passar a oportunidade de mostrar  quão atento estão quanto aos interesses populares.

Ainda é tempo de apurar os fatos e jogar no lixo a tal moção, porque, se nada for feito,  quem corre o risco de ir ladeira a baixo no risco de perder as próximas eleições são o que assniaram o documento. O risco de serem repudiados pelos eleitores é muito grande, se essa for a marcha da carruagem  até o fim mandato.

*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por profissão e jornalista por opção