enquete

  • Aqui vem o tema da enquete que poderá ser alterado acessando o Painel de Controle do Portal.
  • Opção 2
    Opção 3
    Opção 4

27/03/2019 11:51h - Atualizado em 27/03/2019 12:13h

Índice LIRA atinge 7,2% em Passos; risco é ter índice igual a 3,9%

Por Carlos Alberto Alves
LiRA teve índice de 7,2 no começo de 2019
LiRA teve índice de 7,2 no começo de 2019

 

A secretaria de saúde de Passos acaba de divulgar um relatório sobrea situação da dengue na cidade. O documento foi preparado por Thiago Agnelo de Souza Salum, Diretor  de Saúde Coletiva;  Paula Fabiana T. Freitas, Coordenadora de Vigilância Epidemiológica e Referência Técnica em Situação da Saúde e Priscila S. Correa Faria, Referência Técnica em Saúde do Trabalhador e Imunoespeciais.  Os dados assustam. Na última edição do LIRA, que aconteceu no final do ano passado, batia em cerca de 9.0%. Nas três primeiras semanas de 2019 o LIRA ficou em 7,2%, com pouca modificação em relação ao final do ano.

Importante ressaltar que a equipe da Zoonose intensificou suas ações, até com o uso de Fumacê e o resultado foi significativo.

Dengue

O documento registra que “transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o vírus da dengue causa doença febril aguda” .  Na maioria dos casos, os sintomas são leves e autolimitados. “Contudo, uma pequena parcela dos infectados evolui para doença grave”.

“Dengue é a doença viral que mais se espalha no mundo, destaca  o texto. “ Estima-se que 2,5 bilhões de pessoas no mundo vivam em área de risco de transmissão do vírus, o que causa entre 50 milhões e 100 milhões de infecções e 20 mil mortes anualmente”, informa.

“ A dengue possui quatro sorotipos (DENV 1, 2, 3 e 4), todos com circulação no Brasil. A infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele. No entanto, uma segunda infecção - por outro sorotipo - é um fator de risco para o desenvolvimento da forma grave da doença”, aponta o Relatório da SMS.

Sintomas

“A infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou causar doença grave, levando à morte” aponta o documento.

“Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns”, registra a SMS.

“Na fase febril inicial da doença, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas, entre outros sintomas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados”, orienta o Relatório.

Alarme:

- Dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome;

- Vômitos persistentes;

-Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico);

-Sangramento de mucosa ou outra hemorragia.

 -Aumento progressivo do hematócrito;

-Queda abrupta das plaquetas.

 

A dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Após picar uma pessoa infectada com um dos quatro sorotipos do vírus, a fêmea pode transmitir o vírus para outras pessoas.”Há registro de transmissão vertical (gestante - bebê) e por transfusão sanguínea. A dengue não é transmissível de pessoa a pessoa”,  diz o Relatório.

“Para o diagnóstico da dengue, é necessária uma boa anamnese (entrevista do médico com o paciente), com realização da prova do laço, exame clínico e confirmação laboratorial específica – que segue orientação de acordo com a situação epidemiológica. O hemograma auxilia no diagnóstico e acompanhamento do paciente”, informa o documento divulgado pelo SMS.

“Não existe tratamento específico para dengue”, alerta o Relatório.  A assistência é feita para aliviar os sintomas. “Quando surgirem os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido. Também é importante não tomar medicamentos por conta própria”, ressalta o texto.

 

Prevenção

“A forma de prevenção mais eficaz contra a dengue é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo e eliminando os possíveis criadouros”, frisa o texto da SMS. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia - quando os mosquitos são mais ativos - proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser uma das medidas adotadas, principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos.

Casos notificados de Dengue

Foram notificados de dengue em Passos 1403 casos nas primeiras 9 semanas do ano.  Deram resultado positivos em exames (Dengue) 86 casos.

 

Classificação dos índices de infestação por Aedes aegypti

Indice menor que      1 – Satisfatório

Indice ente                  1 – 3,9 –Alerta

Indce maior que        3,9 – Risco

 

Resultados do Levantamento do Índice rápido de Aedes aegypti - LIRA

Período:  Mês de Janeiro – 7,2 (O dobro do que já significa riscos, que é de 3,9.

Casos de Dengue – 9 semanas de 2019

O Relatório apresenta o número de casos de dengue notificados no município de Passos entre as semanas epidemiológicas 1 a 9 de 2019, verifica-se um aumento dos casos neste período, levando em consideração que o período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por dengue. “No período de chuvas, a população deve manter cuidados diários para eliminar o mosquito, lembrando, porém, que a prevenção não pode ocorrer apenas em determinados períodos, devendo ser contínua”, alerta o texto;

Várias ações foram realizadas no município para reforçar o combate ao mosquito:

 

-Foram realizados vários mutirões de limpeza nos bairros com maior incidência de notificações, em parceria com a Secretaria de Obras, priorizando também a limpeza dos terrenos com denúncias de irregularidades;

-Realizado parceria com a equipe do Força Tarefa que atuou na remoção dos focos;

-Realizado UBV pesado nos bairros com maior número de notificações;

-Realizado parceria com as imobiliárias, intensificando a visita pelos ACE’s nas casas fechadas realizando a remoção dos focos e medidas de prevenção;

-A Vigilância Epidemiológica elaborou o Plano de Contingência de Enfrentamento das Arboviroses, que designa as ações durante o ano com a parceria de várias secretarias e instituições parceiras;

-O Comitê Municipal de enfrentamento das Arboviroses está atuante com reuniões frequentes onde são estabelecidas medidas de combate e controle de acordo com cada instituição e necessidade;

-Estão sendo realizadas ações de Mobilização Social em parceria com a Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Educação e Atenção Primária onde são ministradas palestras e teatros educacionais para os alunos e usuários da rede;

-Intensificado as notificações dos casos suspeitos de dengue na UPA, realizando busca ativa nos prontuários e envio imediato para o Núcleo de Zoonoses para que sejam realizadas as medidas de bloqueio e combate em tempo oportuno.

-Intensificado as visitas nos Pontos Estratégicos.

-Intensificação da jornada de trabalho dos agentes de endemias.

-Recebimento de notificações das casas e terrenos fechados e envio destas para a Secretaria de Obras.

Dengue nos bairros

O Relatório  mostra o número de casos de dengue nos bairros que apresentaram maior incidência de notificações com casos positivos confirmados pelo critério laboratorial.

“Todo caso notificado pelas unidades de saúde do município deve ser informado ao Departamento de Vigilância Epidemiológica e posteriormente encaminhado para o Núcleo de Zoonoses para que sejam realizadas as ações de prevenção, bloqueio e combate contra o Aedes aegypti”,  informa.

 

“Após análise dos dados epidemiológicos, foi informado ao Núcleo de Zoonoses e Equipe de Mobilização para que sejam intensificadas as ações de prevenção e combate ao mosquito”,  consta o relatório.

Opinião

Este último Relatório a respeito da dengue em nossa cidade mostra que a administração municipal não ficou de braços cruzados diante de epidemia que assolou – e ainda assola ´- nossa cidade, atingida pelos voos curtos do aedesaegypti, transmissor da dengue e outros males a vida humana.

O resultado é pífio. No auge do susto, o LIRA foi de 9. Depois de conformados, mobilizados, para parecer que ficaram imobilizados, parados mesmo, apresenta um resultado que assusta ainda mais a população, com uma queda insignificante no LIRA.

A tendência é jogar a culpa na população. Ela não soube se prevenir. Ela não está tomando os cuidados necessários.  E a  ladainha segue.

Mas onde estava a prefeitura antes do desastre. Com nove áreas da Zoonose descobertas?   Sem passar nenhuma informação a comunidade?

O combate de qualquer doença sazonal tem que vir antes do seu período de infestação. É preciso avisar. É preciso gritar na orelha.  É preciso ir às escolas e conversar com alunos, explicar, dar tarefas para eles debaterem com os pais. Filhos educando pais e mostrando como fizeram;

A dengue não acaba e só vai aumentar se as autoridades não acudirem antes que o mal exploda, porque como resgistra em seu bom relatoria o combate tem que ser contínua.

E mesmo sabendo disso o prefeito Renatinho Ourives deixou o mal explodir. É muita incompetência; (CAA)