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22/01/2019 08:17h - Atualizado em 22/01/2019 08:19h

Culpa do povo; responsabilidade da gestão

Por Carlos Alberto Alves*

A proliferação do mosquito da dengue em Passos extrapola o pior índice admitido pelos órgãos de vigilância, que já considera de alto risco o maior que 3,9%.  Índice igual a 4,6% já fora atingido em outras gestões e a contaminação foi alarmante, mas nada se compara  com que está acontecendo este ano em Passos, sob a responsabilidade da atual gestão.

Em matéria elaborada, baseada em documento feito pelo setor de zoonose, já se identificava o percentual entre 6% a 9%, sendo que mais estratos têm índice próximo de 9%.  Registra-se no Relatório apresentado à diretoria de saúde que a falta de funcionários deixaram descobertas 9 áreas, além de solicitar que se atenda a um memorando  que pede providências para maior eficácia no combate a dengue. A data do relatório é de 10 de janeiro deste ano.

Isso em um período que é propício ao crescimento da quantidade de mosquito, quando se tem chuva e calor em abundância.

Nesse período e em outros a gestão de Renatinho Ourives fez ouvido de mercador, já a reivindicação de equipamentos, consertos de veículos, não é nova e no primeiro semestre de 2018, o atual coordenador da zoonose  foi à câmara e denunciou a situação precária do setor, onde ocorrera até queimas de documentos.

Agora, quando dentro do mês de janeiro, os casos identificados como suspeitos passaram de 70 para mais de 350, a prefeitura se mobiliza para eliminar focos e acabar com o alto risco de epidemia, chorando o leite derramado.

Acrescente-se a isso o fato de querer jogar a culpa da proliferação do aedes aegypti nas costas do povo, o que é lastimável.

É certo que as pessoas precisam cooperar, devem ser as primeiras a combater em suas próprias residências o foco do mosquito, mas é necessário frisar que o setor da zoonose existe, e precisa do apoio do Renatinho para executar suas ações, para fazer o combate e conscientizar a população sobre o que significa deixar aumentar os focos da dengue.

A zoonose, com cerca de 48 agentes fez sua parte onde era possível, mas não o fez, por exemplo em 9 áreas descobertas, porque para estas não tinham agentes, apesar dos pedidos recorrentes para o processo seletivo fosse feito e nem precisava de tantos pedidos, bastava um se houvesse gestor preocupado em  determinar prioridades.

É preciso registrar isso, com ênfase, para que se ressalte o grande erro do povo no caso, que não é do zelo com seu espaço a que todos estão obrigados a ter, mas de haver escolhido para prefeito alguém que não estava preparado para fazer uma gestão que se mostre pelo menos atenta aos anseios da comunidade e seja pelo menos capaz de fazer um combate eficiente a uma doença que pode acabar em morte, como já está registrado em Passos este ano.

*Carlos Alberto Alves é engenheiro por formação e jornalista por opção