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30/11/2018 08:10h - Atualizado em 30/11/2018 08:15h

AUDINCIA PBLICA PEDE A DESOCUPAO DE TERRAS EM CAMPO DO MEIO

Por Correio do Vale do Rio Grande
Arantes preside audiência públicq
Arantes preside audiência públicq

 

A Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), presidida pelo deputado Antonio Carlos Arantes, debateu na quinta-feira (29/11/18) a ocupação pelo MST da fazenda Ariadnópolis, em Campo do Meio, e a recusa do movimento em deixar as terras após ordem judicial de reintegração de posse determinada no dia 6 de novembro.

Participaram os deputados reeleitos Gustavo Santana e Sargento Rodrigues; o deputado eleito Bruno Engler; o prefeito de Campo do Meio, Robson Machado de Sá;o procurador do município, Douglas; o defensor público, Rômulo Carvalho; os proprietários da fazenda, Jovane Souza Moreira Júnior e Rozi Meire Gonçalvesalém de representantes de instituições, como do Sistema Faemg, Ênnia Guedes, do Sistema Ocemg, Geraldo Magela, também de ex-acampados expulsos pelo MST e lideranças da região.

deputado Arantes abriu a audiência pedindo a desocupação da fazenda e sua reintegração aos legítimos proprietários: “Nós temos uma decisão judicial que precisa ser cumprida. O direito de propriedade é sagrado e tem que ser respeitado. E vamos solicitar ao comando da Polícia Militar o cumprimento imediato dessadecisão. A Justiça tem que ser respeitada por este movimento que se apoia no governo fracassado do PT e se acha acima das leis”, afirmou.

O deputado Arantes lembrou que esteve na fazenda e não viu nada que justificasse a permanência dos invasores: “O que vi foi gente de fora, que nem na fazenda está acampada, que dirige carros importados e tenta se apropriar de uma terra que não é deles. Gente que quer terreno para fazer especulação imobiliária porque a terra é boa, de grande valor comercial, e fica nas margens do Lago de Furnas”, ressaltou.

O proprietário Jovane Souza Moreira Júnior desmentiu a informação de que no local existam 450 famílias acampadas. Segundo ele, não chegam a 30, uma vez que a maioria mora na cidade e que muitos já deixaram a fazenda depois da ordem de desocupação. Jeovane negou ainda que tenha dívidas trabalhistas ou que deve impostos ao Estado ou à União. Ele apresentou certidões negativas de débito e anunciou planos para a produção agrícola no local: “Tão logo as terras sejamdevolvidas, vamos iniciar um projeto que empregará cerca de 500 pessoas em seis meses”, disse.

Já o prefeito de Campo do Meio, Robson Machado de Sá, contou que esteve no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e que não há nenhum projeto de assentamento na área. Segundo ele, a cidade não suporta mais a situação. “Campo do Meio é uma cidade ordeira e pacata e não aguenta esse clima de tensão e insegurança no município. Queremos um fim nessa história o mais rápido possível”, destacou.

 

EX-MEMBROS DO MST DENUNCIAM TERROR NO ACAMPAMENTO

 

Um dos momentos mais dramáticos da audiência pública foi o relato de ex-acampados de Campo Meio expulsos pelo MST por não concordarem com os métodos adotados pelo movimento na Fazenda Ariadnópolis. Segundo denunciaram, o terror impera no acampamento: “Aquilo não é um movimento de quem quer terra, aquilo é um assentamento eleitoral que trabalha para o PT e quem não concordar com eles tem a casa invadida, os bens roubados, e é expulso das terras”, relatou Eduardo Batista da SilvaOutro ex-integrante, Givanildo Rocha, diz que ele e mais 12 pessoas estão sendo ameaçadas de morte por denunciar roubos praticados pelos integrantes do MST. Ele revelou que teme pela própria vida e pediu proteção aos deputados da Comissão de Agropecuária Agroindústria.

Diante dos relatos, os parlamentares apresentaram requerimentos solicitando ao Comando da Polícia Militar garantias de vida aos ex-integrantes do MST.

O deputado Arantes encerrou dizendo que tem grande esperança nos novos governos que se iniciam no ano que vem: “Tanto Zema, quanto Bolsonaro são pessoas que valorizam o direito de propriedade e essas invasões generalizadas no Brasil vão acabar”.