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29/10/2018 09:09h - Atualizado em 30/10/2018 07:56h

Fé nos brasileiros

Por Carlos Alberto Alves

Um dia depois da eleição ainda é cedo para fazer qualquer juízo sobre o que está reservado para nós brasileiros.  Mas é possível desde já  chegar a algumas conclusões sobre o pleito e o que motivou a vitória de um e  a derrota de outro.

Jair Bolsonaro há tempos está em campo, bem mais do que os dois anos em que se dispôs acentuar sua presença nas redes sociais e, defendeu com clareza o rumo que disse que seguiria: ”vou levar o Brasil à direita”, disse a um grupo de militares, berço de sua origem militante.

Juntou-se a isso os erros do PT que se enlameou na corrupção, o que fez de seu líder maior amargar uma prisão que eles, petistas, juram que é injusta e seus adversários apregoam que é pouco pelo tamanho da corrupção em que o Pais se submergiu.

A estratégia de Lula, brilhante na primeiro turno, porque manteve o PT vivo, começou dar errado quando varreu do mapa a candidatura de Ciro Gomes e naufragou de vez quando Lula insistiu em ser candidato.

Esta postura tirou a chance de Haddad de ser mais conhecido e de empolgar o eleitorado, como aconteceu nas duas últimas semanas.

Bolsonaro, por sua vez, fez da disseminação do ódio, do ´preconceito, da discriminação das minorias instrumento para mostrar a diferença dele e de sua proposta à  direita dos outros que estavam mais a esquerda.

Isto funcionou muito bem, porque a parte que afeta o cidadão Michel Temer fez, que foi o de tirar direitos, congelar investimentos e preparar reformas, como a da previdência. E como não há parâmetro para os brasileiros do que é um governo de direita, sobra as bravatas para mostrar que ele é de direita.

Mas um governo de direita num País de profundas carências socias, tende agrava-las e os sinais de que isto vai acontecer aparecem com bastante evidências, sendo a mais forte delas a nomeação  de Paulo Guedes como Ministro da Fazenda, já que ele não nega sua raiz no liberalismo econômico.

Quanto aos discursos dos candidatos, do vitorioso e do derrotado, cada um deles buscou demarcar sua área de atuação.  

Bolsonaro, na sua primeira fala manteve o tom bélico. Haddad buscou se credenciar como líder da oposição.

Tudo  certo. É assim mesmo que funcionam as democracias. Por enquanto este é o mérito que cabe a Bolsonaro, que prometeu governar com a Constituição. Os dias que se seguirão irão pôr a prova essa disposição.

O importante nisso é ter fé nos brasileiros, porque a nós cabe ter o discernimento para influir e definir o País que queremos e precisamnos.  

 

*Carlos Alberto Alves é engenheiro por formação e  jornalista por opção