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25/10/2018 10:29h - Atualizado em 25/10/2018 10:32h

A hora do voto

Por *Carlos Alberto Alves

Dia 28, próximo domingo, os brasileiros voltam às seções eleitorais para depositar sua confiança em dos dois candidatos a presidência da Brasil.

Pela primeira vez, desde a redemocratização, dois projetos bem diferentes serão colocados a julgamento do povo.

De um lado, o da direita, Jair Bolsonaro, deputado federal pelo RJ, que fez carreira na politica e se apresenta como novo.

De outro, o da esquerda, Haddad,  ex-ministro da educação da era Lula e ex-prefeito de São Paulo.

Caldo de Cultura

Durante mais de vinte anos o PT governou o País, de braços dados com o PMD. Fez mudanças importantes para o povo brasileiro, principalmente no que se refere a inclusão social, educação, oportunidades de emprego e de alcance á mesa farta e bem de consumos para os mais pobres.

Tudo parece ter sido esquecido pelo eleitorado,  dado o conjunto de denuncias de  corrupção que se abateu, primeiro sobre o PT, depois de de forma avassaladora sobre outros políticos de todos os matizes.

A Polícia Federal, aparelhada por Lula, municiou a justiça e, no meio caminho, surgiu o aparato judiciário de Curitiba, com o MP alimentando Moro que, por sua vez,  se mostrou disposto, ao que nos deu entender, a atropelar processos, cortar caminhos e cair no encalço de Lula até encarcera-lo.

Como obteve êxito neste intento, tirou de cena na disputa presidencial, a memória viva dos dias melhores  vividos pelos pobres desse País, Luiz Inácio Lula da Silva, que liderava as pesquisa e pôs em evidencia o ódio do povo contra os políticos tradicionais.

A direita ganha voz

Desamparado,  sem a possiblidade de eleger quem lhe apontasse caminhos de dias melhores, o eleitorado, na sua maioria pobre,  migrou para o medo, sem segurança, sem saúde, com direitos sendo usurpados, uma reforma da previdência equivocada, caiu nos braços de quem lhes prometeu dar armas para se defender.

Dai em diante, não importava mais a quantidade de preconceitos que Bolsonaro vociferava, contra mulheres, contra gays, contra negros, contra a democracia, contra a liberdade.  Virou o salvador da Pátria e parece estar com mão na faixa presidencial.

A esquerda reage

Haddad só foi lançado candidato depois de esgotadas todas as chances de Lula  ser candidato. O acerto estratégico dessa decisão se mostrou  quando ele foi alçado ao segundo turno.

Mas Lula não acertou todas as jogadas estratégicas. O pior erro dele foi aniquilar Ciro Gomes e de sobra subjugar o PSB, que abria palanque para ele em Minas.

Assim Lula fez o jogo do poder para o PT e isolou as forças democráticas  e, de certa forma, amordaçou Haddad, que perdeu poder de articulação.

Vide Ciro na Europa, Márcio Lacerda calado em BH, FHC mudo em São Paulo.

No entanto, na reta final, o grito dos patriotas,  começa a dar sinais de vida.

Alberto Godman, ex-presidente do PSDB (SP), Jarbas Vasconcelos, do MDB (PE), divulgaram apoio a Haddad.

Agora Haddad mostra caminhos com o  povo quando toca no preço do Gás e no aumento da salário mínimo e reajuste da bolsa família.

Explica bem como se combate a violência e explora a fuga de Bolsonaro dos debates.

As forças progressistas se ampliam. Não  é só o PT, Deste modo Haddad vislumbra  a chance de correr cabeça a cabeça para chegar com a chance de onter o primeiro lugar na corrida presidencial.

Os tropeços de Bolsonaro

Na reta final, Bolsonaro baixa o tom. Pede aos eleitores seus para não agirem de forma violenta.  Jura que não é contra o Bolsa Família, entre outras pérolas, como se a campanha dele não fosse baseada no incitamento ao ódio, como o de dizer que vai banir os vermelhos da Pátria. Alguém precisa dizer que ele pode ser presidente, mas isso ainda o não o credencia ser ditador.

Como votar

O voto é livre.  Temos duas opções. Uma liberal, de direita que, além das bravatas de candidato, traz o risco concreto de uma política econômica conservadora, de aprofundamento do desemprego, corte mais direitos e, ao fundo, a ameaça de um regime de força, que exclua a livre imprensa e a liberdade.

A outra vai precisar da  coalização das forças progressistas para governar, mas já repudia desde a violência retórica de seu adversário, portanto é a porta do maior bem de um povo que não deseja a opressão, a liberdade  É ela que merece nosso voto, porque com direitos de expressão garantidos somos capazes de fazer uma Nação forte e livre para todos.

*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção.