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23/10/2018 16:45h - Atualizado em 23/10/2018 16:48h

Vereadores aumentam o tom de críticas ao prefeito Renatinho

Por Correio do Vale do Rio Grande

Os vereadores  que usaram espaço no Grande Expediente,  com exceção do vereador Téo Lemos, líder do prefeito, não pouparam críticas ao prefeito. Antes de abrir o momento em que os vereadores usam da tribuna, a presidente da casa, vereador Isabel Ribeiro(PP), usando de sua condição do cargo, falou de uma negociação com o governo do Estado para que as instalações da CASEMG, próximo à Cohab IV, fossem cedidas em definitiva para a prefeitura. Ela disse que o Estado admite uma permuta pela divida de IPTU que tem com a prefeitura de Passos, que gira em torno de R$ 50 mil reais.  Para que isto aconteça o executivo tem que fazer o  projeto e enviar para a Câmara. A área dos armazéns da CASEMG é de pouco mais de 4 mil m2, segundo a vereadora.

 

Rodrigo Maia quer regulamentação de leis

O primeiro a usar da palavra foi o vereador Rodrigo Maia (PP), Autor de leis que regulam as filas de acesso do SUS e nas escolas municipais ele se criticou a demora para a sua regulamentação. Ele lembrou que a Comissão de Constituição e Justiça, que é presidida pela vereadora Aline Macedo, já cobrou  que isto seja feito, mas não surtiu efeito. “É justo que passemos a cobrar com mais um pouco de ênfase”, disse. Rodrigo afirmou que passou ao prefeito no  dia 12 de julho, através do whatsapp, as leis de “minha autoria ou da qual participei, que precisam de regulamentação  e que até hoje não beneficiam a população por falta dessa regulamentação”. Para o vereador quando o prefeito não regulariza a lei que ele mesmo sancionou está descumprindo a mesma e isso “pode trazer problemas futuros” para ele, lembrou. O vereador citou quais as leis aguardam regulamentação e que foram lembradas ao Renatinho: Lei que organiza a  Fila de Espera do SUS, Lei que organiza a Fila da Espera nas Escolas Municipais, Lei que obriga o município a fixar placas com as despesas nos eventos públicos, Lei que obriga a divulgação, nos nas unidades básicas de saúde e outros, a escala dos profissionais a serviço no local, Lei do  Banco dos Medicamentos."Eu não sei qual o motivo da não regulamentação. Espero que não seja por descaso e eu seja por um motivo muito justo para que elas, até esse momento, não estejam regulamentadas e  servindo ao povo de Passos”, encerrou.

 

Dona Cida questiona falta de sanção a leis que cria conselhos

 

Dona Cida (PT) começo seu pronunciamento na tribuna concordando com o vereador Rodrigo Maia. “Faço das palavras do vereador Rodrigo Maia as minhas palavras”, disse.  Para ela são muitos os projetos que não têm a atenção devida. “Eu fico muito triste com isso”, afirmou. A vereadora lembrou que tem projetos seus na procuradoria há quase um ano sem decisão final para que sejam sancionados.  “Só de Conselho Municipal temos três projetos parados”,  discursou. Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial, Conselho Municipal dos Idosos, Conselho Municipal da Pessoa com  Deficiência e o Conselho Municipal de Defesa dos Animais.  Todos parados. “Os conselhos fiscalizam e ajudam o prefeito, por isso são  importantes”, explicou a vereadora. “Eu cobro, ouço do procurador mando hoje, chega o dia da reunião aqui e não encontro nada”, afirmou. “São coisas simples e que são em favor das pessoas excluídas”, destacou.

 

Erick Silveira afirma que administração “brinca com a Câmara”

 

Em seguida veio a fala do vereador Erfick Silveira (uMDB), que também seguiu a linha de raciocínio de Rodrigo Maia, só que mencionando requerimentos não respondidos pela administração. “É a milésima vez que nós cobramos a resposta de requerimentos”, disse. O vereador afirmou que a administração fica sempre negando a resposta. “Vai chegar um ponto que teremos que tomar uma providencia mais drástica”, defendeu. Por outro lado, o vereador criticou o que considera  descaso da administração. Ele lembrou que o ano passado solicitou informações sobre o decreto de calamidade financeira baixado pela administração. A resposta veio num papel sem timbre (“Isso é brincar com a cara do vereador, é brincar com a Câmara, isso é chamar todo mundo de idiota”, considerou) e, embora assinado por diversos secretários, as respostas eram “sim, não”  e sem qualquer documento ou planilha do que foi solicitado. Erick também denunciou a pressão que está sendo feita sobre os servidores da área de saúde,  que estão sendo chamados um a  um para que respondam “em que horário trabalham, se fazem horas extras e quem autorizou”. Para o vereador, além, de coagir o servidor, essa atitude “mostra despreparo da administração”, porque se tem alguém fazendo horas extras é porque “algum bacana autorizou”, destacou. O  vereador avalia que a corda não pode arrebentar pelo lado mais fraco, que é do servidor e lembra que é obrigação do secretário exercer vigilância sobre seus subordinados. “Depois  reclama que a Câmara quer fazer CPI das horas extras”, disse. Para Erick o maior mal das horas extras não está nos funcionários concursados da prefeitura, mas nas empresas terceirizadas. “É ali que está a verdadeira farra do bode”, enfatizou. “É ali que os apadrinhados do prefeito estão ganhando alto”, apontou. Dirigindo-se ao vereador João Serapíão, o medebista disse: “não basta fazer CPI das horas extras de funcionários da prefeitura, a CPI tem que abranger todos os funcionários terceirizados e contratados da prefeitura”, ressaltou.

 

Téo Lemos defende a administração e diz que vereadores precisam trabalhar

 

Após a fala de Erick subiu a tribuna o líder do prefeito Téo Lemos (PSD). Ele disse que tenta não rebater as falas que criticam  a administração, mas que acaba tendo que falar diante da fala de vereadores “tão sem tempo de ver as necessidades porque passa a população” e subir na tribuna para “falar de papel timbrado da prefeitura”, numa alusão irônica a fala do Erick Silveira. Téo Lemos enumerou a falta de dieta, problemas com a falta de oxigênio e de repasses do estado como questões que poderiam ser abordados pelos vereadores. A solução para resolver o problema seria uma lei que obrigasse os vereadores trabalharem todos os dias da semana. “Teriam que se preocupar mais com os problemas da cidade”, disse sendo aparteado pela presidente da Casa, que afirmou que tal medida é inconstitucional.

 

Aline Macedo afirma que administração não vai fazê-la de palhaça

 

A vereadora Aline Macedo(PR), que falou após o líder do prefeito, Téo Lemos, seguiu a trilha das críticas ao prefeito. “A gente sempre ouve que devemos ajudar o prefeito”, disse no inicio do seu discurso, frisando que eles foram eleitos para fiscalizar e legislar e que o prefeito tem os secretários          “ganhando dinheiro público para ajuda-lo”, lembrado que “nos fomos eleitos para ajudar o povo”,  afirmou. Aline disse, a respeito da carga horária dos vereadores, que cumpre com sua obrigação e que está “na Câmara todos os dias”, assim como os demais. Pata ela é importante o exemplo e se quiser fazer a critica, defendendo o prefeito, é bom ver que tem secretário, que tem que ser de dedicação exclusiva, que vai na prefeitura “uma vez por semana e não atende nem vereador e nem a população”, denunciou. “A gente tem que olhar em vez de querer  moralizar com falas soltas”, frisou. Aline Macedo também concordou com as falas de Rodrigo Maia, Dona Cida e Erick Silveira, que criticaram a demora do prefeito em responder requerimentos  e regulamentar leis. “O prefeito precisa entender que tem que seguir regras”. Disse. “Ali não é a casa dele e não é a loja do pai dele. Ali é a prefeitura do povo e ele tem que cumprir as regras”, destacou. Essas regras dizem respeito inclusive a resposta de requerimentos. “Ele pode achar que pode fazer o que quer, mas ele esta sendo vigiado” e o não cumprimentos das regras “é crime de responsabilidade”, ressalvou. “Mais cedo ou mais tarde ele vai ter que responder por isso”, sinalizou. Aline ainda denunciou a retirada de duas assistências sociais da APAC, porque deixou de atender pedidos do prefeito. “Não sou palhaça e espero que a situação seja resolvida e se não for vamos contar qual  foi pedido dele”, ameaçou.

 

João Serapião  denuncia secretário de obras: “só trabalha um dia por semana”

 

O vereador João Serapião(PR) foi o último vereador ocupar a tribuna. Ele subiu tom das criticas ainda mais, quando se referiu a pessoas da atual administração quando disse que “tem pessoas que estão dentro de um gabinete, dentro de sarcófago e acredita que Passos está uma maravilha”, iniciou. “Eu  teria vergonha de subir aqui e dizer que nenhum projeto aprovado por todos os vereadores aqui esta sendo executado”, se solidarizando com a fala do vereador Rodrigo Maia e Dona Cida, ainda lembrando de pedidos que Dona Cida fez para operação tapa buracos no Santa Luzia, como a rua Rio Sapucaí, esta intransitável, que até agora não foi feita a operação tapa buracos. “Ele foi eleito para que?”, indagou e continuou: “para ficar dentro de um sarcófago, como uma múmia?”. O  vereador responde: “Ele foi eleito para resolver os problemas de Passos”, disse  tom de voz alto. “Não esta dando conta, dá satisfação. Não quer ficar, pede para sair”, aponta. O vereador disse que os vereadores trabalham, que estão na rua para acompanhar e ver quais são os problemas da população. Ele avalia que a administração não atende ao pedido do povo e usando de metáfora afirma que se “Passos é o País das Maravilhas” só Alice vê este País. ”São dois anos de mandato e o que nõs vemos? Só insatisfação. Insatisfação até mesmo de vereador de situação”, discursou. Ele diz que para os vereadores de oposição a situação é mais difícil ainda. “Estamos nas ruas, vendo os problemas, pedindo solução. Que solução?”, pergunta sem conseguir ter resposta aos problemas por parte da administração, avalia. “O prefeito não sai de seu comodismo, não sai de seu gabinete,  não da satisfação ao povo”, se inidigna. “Enquanto isso não tem dieta, como já foi dito aqui. Não tem fisioterapeuta e tem gente precisando, que está pagando do seu próprio bolso.  Para João Serapião a situação de Passos está a tal ponto que o povo tem “vergonha de dizer que o prefeito de Passos chama-se Renatinho Ourives”, afirmou.O vereador, assim como Aline Macedo, denunciou secretário que trabalha apenas dois dias por semana, que é o secretpario de obras, Sidney Ramos, que não tem tempo de atender os vereadores. “Ele ainda diz que o prefeito o obrigou a aceitar o cargo”, contou Serapião. Sidney é engenheiro e professor da Faculdade de Engenharia da UEMG.

 

Doze professores vão receber o “Expoente da Educação”

 

A Câmara Municipal de Passos estará realizando na próxima quinta-feira, dia 25 de outubro, a cerimônia de entrega do prêmio “Expoente da Educação”. A  homenagem é uma tradição da Casa no mês em que se comemora o Dia do Professor.

 

Nesse ano o diploma vai ser entregue a doze educadores, entre profissionais que trabalham nas redes pública e particular.

 

Conforme projeto de resolução votado pelos vereadores, vão ser homenageados em 2018: Adelino Franklin; Adriana Beatriz de Oliveira Polez Rocha; Ana Cristina da Silva; Ana Maria Pimenta Rocha; Andressa Cristina Santos; Barbara Cristine da Silva;

 

Completam a relação: Itamar Teodoro de Faria; José dos Reis Santos; Juliana Pereira Zorzin Silva; Márcia Maria Rodrigues; Orlanda do Nascimento Andrade e Rosa Cardoso Beraldo.

 

A reunião especial na próxima quinta-feira acontece a partir das 19h, no plenário da Câmara Municipal, aberta à participação de toda a comunidade.

 

Ordinária

        

Dez requerimentos foram aprovados na 35ª reunião ordinária, realizada na segunda-feira (dia 22 de outubro), sendo nove  de autoria do vereador Téo Lemos (PSD) e um de autoria da vereadora Dona Cida (PT).