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15/10/2018 11:26h - Atualizado em 15/10/2018 11:31h

O voto dos brasileiros

Por Carlos Alberto Alves
Carlos Alberto Alves
Carlos Alberto Alves

 

O segundo turno das eleições presidenciais no Brasil é um momento sem igual para que todos nós, brasileiros, possamos refletir sobre o nosso futuro e que Nação queremos legar para nossos filhos.

É de velho dizer que nosso País foi formado, a partir da colonização portuguesa, pela escória, marginais, corruptos de toda espécie vindos de Portugal e que, por isso, por formação étnica, somos um povo de má índole.

Meia verdade.

É verdade que causaram mal ao povo dessa terra brasílis. Invadindo suas terras, matando, provocando genocídios e caracterizando como indolentes aqueles que traziam nas veias o sangue da liberdade e que não se subjugaram à escravidão que quiseram impor-lhes.

Mas muitos se misturaram e a raça se miscigenou um pouco, iniciando um processo de formação genética, que iria contribuir para o que mais tarde seríamos nós, os brasileiros.

A ideia escravocrata imperava e para substituir os índios, buscaram-se os negros na África e mais um passo foi dado na nossa formação.

Somos um povo que ainda herdou sangue de holandeses, ainda na colônia, de franceses e que depois ainda viram chegar italianos, japoneses e, recentemente, chineses.

Na gênese disso tudo, a liberdade impera e as revoltas que aqui ocorreram foram sempre, no âmago, para defendê-la, com exceção da Guerra dos Canudos, de fundo religioso e último suspiro da monarquia aniquilada num golpe de estado.

No Brasil é assim: quando a elite se vê ameaçada pratica-se um golpe e isto cada fato histórico que podia representar uma ruptura é antecipado por um golpe.

Onde queremos chegar com essa linha de argumentos?

No momento atual.

De golpe em golpe a elite brasileira apodreceu e o fedordessa podridão chegou às narinas de todos nós.

O difícil está em separar o que é podre do que serve para ser digerido pela maioria do povo, como sinal de uma vida melhor e que pudesse representar a inserção dos mais pobres numa vida mais digna.

E o PT é culpado disso. Pelos dois lados. Pelo podre e pelo que foi feito no sentido de atender as caras demandas sociais de nossa gente.

Quem não se lembra do acesso aos bens de consumo? Da comida farta? Do acesso à universidade? Do ensino profissionalizante? Da casa própria?

Tudo isso aconteceu sob a égide do PT, que comete o erro de deixar se misturar com a elite e se chafurda no lamaçal da podridão no qual a elite deste País está habituada a viver.

E de onde surge a onda salvadora? Exatamente do meio da elite podre, que exerce o comando sobre esse povo desde os primórdios.

Mas a escolha, desta vez, veio do povo, cansado da corrupção, de ser engabelado, buscou um inexpressivo deputado, sem preparo, mas que soube verbalizar este sentimento de repulsa do povo com relação a todos, tendo o PT como emblema.

Mas não estamos escolhendo entre Bolsonaro e o PT. O tamanho do PT está no primeiro turno.  E o de Bolsonaro não está identificado nessa primeira votação. Concretiza a revolta dos brasileiros contra o status quo de hoje.

Mas agora é preciso pensar o rumo do Brasil.

Quem é Bolsonaro? O homofóbico?  O que vota contra direitos dos trabalhadores?  O que discrimina mulheres?  O racista? O que quer por arma na mão do cidadão? Ou aquele que agora fala em 13º para o Bolsa família? Ou aquele que defende o fim do 13º de todos os trabalhadores?

Quem é Haddad? O amigo do Lula? O que defende o socialismo? O que vai transformar o Brasil numa Venezuela? O Amigo da Bolívia? Amigo de Cuba? Ou aquele que defende políticas de inserção dos menos favorecidos aos meios de consumo, de inserção social como a educação e moradia?

Está em nossas mãos fazer a escolha e acima de tudo respeitar nossa índole de preservar a liberdade, a nós deixada como herança pelos índios e negros, sempre discriminados, mas para quem devemos a obrigação de construir um País solidário e fraterno e não será com Bolsonaro presidente que faremos isso. O voto dos brasileiros precisa ser favor dos brasileiros e não em favor de um símbolo daquilo que todos somos contra no Brasil de agora.

 

*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção.