enquete

  • Aqui vem o tema da enquete que poderá ser alterado acessando o Painel de Controle do Portal.
  • Opção 2
    Opção 3
    Opção 4

11/10/2018 10:00h - Atualizado em 12/10/2018 09:03h

Eleições, quem ganhou?

Por Carlos Alberto Alves
Carlos Alberto Alves
Carlos Alberto Alves

 

Falando dos candidatos de Passos, tanto candidatos a deputado federal como estadual. Importante registrar que o grande vitorioso é o deputado estadual Cássio Soares, que obteve em Passos cerca de 26 mil votos e, no total, 113 mil. Cresceu sua votação no geral, superando os 90 mil que teve na eleição passada, embora em Passos tenha caído sua votação, quando em 2018 teve cerca de 26 mil votos, contra os próximos de 30 mil da eleição passada.

Embora seja considerado responsável pela eleição do prefeito Renatinho Ourives, a propagada rejeição do prefeito (embora não se conheça pesquisa de opinião pública que registre isso, pelo menos do conhecimento público) não afetou o resultado eleitoral de Cássio Soares em Passos.

O que arranhou um pouco a votação que ele teve em Passos em outra eleição foi o surgimento de novos nomes na disputa por uma vaga para a Assembleia Legislativa.

Paulo Queiroz (Avante), que teve em Passos, mais de 6 mil votos (13 mil em toda Minas Gerais), foi um deles, que se alicerçou no apoio de grupos evangélicos e parte do MDB, embora tenha tido pouco respaldo financeiro.

Já Tuco (DEM), que no geral teve quase 10 mil votos, em Passos teve pouco mais de 2 mil e 800 votos, muito pouco para quem tem uma base eleitoral em município do porte de Passos, que tem quase 80 mil votos. Contando com o apoio do senador eleito Rodrigo Pacheco, ele conquistou alguma inserção regional graças a isso.

O vereador João Serapião (PR) fez uma campanha para deputado típica de vereador. Percorreu todos os bairros numa estrutura mínima e de forma solitária, também com poucos recursos financeiros e defendendo o fim dos privilégios pagos aos políticos.

Paulo Queiroz, olhando pelo lado dos moradores do centro e João Serapião pelo dos moradores dos bairros agora são referência para as próximas eleições para a prefeitura de Passos e, de certo, serão cortejados pelas forças políticas da comarca e poderão se insinuar no cenário de acordo com a musculatura que venham adquirir durante o processo, que começou com a atual eleição.

O candidato a reeleição como deputado federal, Renato Andrade, pagou o preço de apoiar o governo de Temer e por levar a fama, injusta diga-se,  de ter votado a favor da reforma trabalhista, o que ele  não fez, além da afirmação de que votara também pela aprovação da reforma da previdência, que sequer foi colocada em votação. A opção de Renato Andrade foi de mostrar o que fez em um ano e meio de mandato e deixar em segundo plano e mais para fim da campanha para combater os motivos da rejeição que grudara nele. O tsunami fez sua votação cair de cerca de 40 mil votos para 24 mil em Passos e de 80 mil para algo em torno de 60 mil em toda Minas Gerais. Ao fim e ao cabo resta-lhe buscar posições no governo de Anastasia, se ele ganhar o segundo turno em cima de Romeu Zema e também se inserir para influir ou participar das eleições municipais.

Em eleições a derrota de hoje é o início de outra eleição e a vitória significa o inicio da formação de novas alianças, com os quais se busca o ressurgimento das cinzas, se esta for a vontade dos que participam da vida pública de Passos e região.

 

*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção.