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25/09/2018 10:25h - Atualizado em 25/09/2018 12:38h

Ferindo a ética

Por Carlos Alberto Alves

Uma pausa nos textos de campanha eleitoral, depois de uma retirada minha da edição do site (correiodovaledoriogrande.com.br), hoje sob os cuidados da competente Layza Souza, enquanto componho a equipe de comunicação de João Serapião, candidato a deputado estadual e dou minha pequena contribuição à campanha do candidato a deputado federal Renato Andrade.

Aqui hoje como cidadão, que não mereceu nenhum respeito por parte da presidente da Casa, que suspendeu a sessão da Câmara para ir participar da campanha do candidato a governador, Antonio Anastasia, venho expressar e registrar o triste momento que a vereadora Belinha impôs aos cidadãos e cidadãs de Passos.

Por maior consideração que possa ter por parte dos passenses, não cabia uma suspensão para um afago ao ego do candidato.  Sim, porque se for para alguma tratativa política, aquela não era hora, nem o lugar adequado.

Um desrespeito total ao povo de Passos que paga os salários dos nobres edis. Bom ressaltar que dos onze, três marcaram presença no Espaço Tropeiro, exatamente no horário da sessão (que se inicia as 14h), que são Isabel Ribeiro (Belinha), presidente, Alex Bueno, vice-presidente, e Téo Lemos, líder do prefeito.

Dois deles, Belinha e Alex Bueno, deveriam dar exemplo de ética e moralidade, falharam e trataram o Poder Legislativo de Passos como quintal de sua casa.

Ah, antes que me esqueça, não me venha com a conversa de que a pauta foi cumprida, uma obrigação cumprida formalmente, com o nome da Câmara jogado na lama.

Esquerda x Direita

Voltando o olhar para a campanha eleitoral, excetuando o caráter de torcida organizada que é o contorno que vai ser delineado, é preciso desmitificar essa discussão que a disputa ocorre polarizada entre direita e esquerda.

karl Max quando propôs o comunismo em seu livro “O Capital”, de onde se derivou o que  se denominou esquerda no espectro político, quis instituir uma ditadura da maioria, os operários, que em número superavam, como ainda hoje é assim, os capitalistas e propunha um regime de governo onde cada um tinham o necessário, usando de governo o que olhasse que fosse comum como necessidade dessa maioria.

Lenin levou a discussão a frente e apontou para o risco do surgimento do imperialismo financeiro. No Cerne a ideia de que o dinheiro sem pátria dominaria o mundo, em favor dos contabilistas, que têm a índole avarenta e não fazer a mínima questão de distribuir uma digna parte com os demais. Não percebeu que seria enterrado debaixo de montanhas do vil metal o conceito de direita e esquerda.

Então, quanto a essa tola discussão entre direita e esquerda estamos diante de uma falácia.

Tentam colar o símbolo de direita em Bolsonaro. Engodo.  Bolsonaro é um deputado que conseguiu capitalizar o medo dos pobres de verem suas casas, sua família, assaltadas e violentadas, porque o estado não oferece agora aparato de segurança e não há perspectiva de que saiam dos barracos para melhor qualidade de vida.

Sonham então com armas na mão que o deputado pode lhe dar, porque assistem os políticos roubando o que pagam de impostos, como toda a hora a grande mídia repercute. É um jeito de se defender.

Errado. Governos existem para enfrentar as questões sociais. Propor medidas que dignifiquem a vida das pessoas e não que as transformem em justiceiras. Isso já passou, era império da barbárie.

E, neste aspecto, Bolsonaro quer fazer a roda da história rodar ao contrário.

Quer as cotas, que representam o resgate de uma dívida social que os brasileiros têm com os escravos e índios.

Defende redução dos direitos de mulheres, que ainda hoje, nesses tempos de tanta tecnologia são agredidas por seus parceiros.

Agride as minorias, quando deveria dar exemplo de tolerância, presa fácil do imperialismo que, ao que parece, nem gastar na campanha dele está precisando.

Isso não é direita. É ser capacho do capital internacional.

A esquerda só se diferencia disso, porque não propõe armas na mão do cidadão, nem exclusão social, de direitos das minorias e das mulheres.

No fim vai ter que ir de pires na mão junto ao sistema pedir dinheiro para pôr em prática suas propostas.

A partir daí passam a manobrar e a vigiar os passos dados pela esquerda. E se ousadia houver, o líder à frente do programa da esquerda, vai acabar seus dias na cadeia.

Por isso, o que é preciso que se defenda são programas educacionais, mais inclusão social, geração de emprego, fazer o cidadão acreditar que descolocou para um patamar de vida mais elevado e ganhar musculatura para enfrentar as sandices propostas pelo imperialismo, para então construir um mundo alicerçado na igualdade, fraternidade e paz, como preconizava a séculos a revolução francesa que nem de esquerda foi, mas pregou o que nós todos humanos precisamos ser um com o outro: solidários.

 

*Carlos Alberto Alves é engenheiro civil por formação e jornalista por opção.