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24/01/2018 10:19h - Atualizado em 24/01/2018 10:20h

Em favor da saúde, acima das pessoas

Por Imaculada Conceição da Silva

É Junho de 2017. O conselho fazia seus trabalhos. Deliberava, fazia reuniões e atas.

Da metade de  Junho de 2017 para a frente, em vez de unir, entrou numa disputa.

Temos que ver o porquê disso. Eu estou numa instituição que pertenço para ajudar e proteger acessibilidade.

O meu motivo de concorrer à presidência do  Conselho de Saúde é saber que trabalho do conselho é importante e não deve ser feito aos gritos.

Se não sabem ouvir seus parceiros do Conselho como vão saber ouvir o outro?

Até pedir para eu levantar para contagem de votos, na reunião que aconteceu no plenarinho dia 22 agora pediram. Um  desrespeito às minhas condições, que sou cadeirante.

Faço e tenho muito mais ânimo de correr atrás das coisas. Mas levantar de uma cadeira não posso.

Isto tem ficado patente desde o momento em que sentimos a mão pesado do gestor interferido no processo, parecendo, aos nossos olhos, preferir uma chapa, a que é encabeçada por Caio Oliveira.

Nada contra sua candidatura, mas que a disputa se desse aberta, dentro da plenária do CMS, voto a voto. Quem deseja fazer chapa que o faça, mas é bom que se frise que não há exigência disso na legislação.

Eu pretendo lutar pelo direito de por meu nome para concorrer à presidência.  Primeiro aos do  meu segmento, os usuários, e depois a todos. Vou fazer isto de espírito aberto, democraticamente, com a visão que ao  usuário cabe a maior responsabilidade no funcionamento correto do conselho,  de fiscalizar uso de recursos  e aplicação da política do SUS e deliberar sobre o que pode melhorar o atendimento à saúde de nossa gente.

Desejo muito que a divergência seja sadia, para o bem do nosso povo e não seja raivosa, beirando o rancor, porque nenhuma mágoa que atinja qualquer um de nós, é maior que o sofrimento do povo que corre atrás de remédio, busca cirurgia e tem que aguardar meses, até ano, para ser atendido, quando dá tempo.

É para defender esse nosso povo que aceitei participar do CMS e é para trabalhar para este objetivo que pleiteio a presidência.

*Imaculada Conceição da Silva- Cadeirante, negra e presidente da Reintegrar, membra do movimento social de Passos e Minas Gerais.