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14/01/2018 10:07h - Atualizado em 14/01/2018 10:18h

O NOVO TEMPO E A GOVERNABILIDADE NECESSÁRIA.

Por Erick Silveira

Passado um ano de governo da atual administração nos deparamos com um cenário político e administrativo lastimável, inclusive com a notória falta de capacidade do Prefeito Municipal de tomar decisões e assumir de fato as rédeas do governo.

Esse governo foi gerado na eleição passada contando com 11 partidos na coligação, LEVANTA PASSOS composta por PSD / PP / PRB / PSDB / PV / PTB / PRP / PT / PPS / PROS / SD, portanto, a vasta gama de partidos políticos e de interesses partidários e particulares divergentes.

E as características do nosso sistema político são desastrosas quando o propósito é a negociação para a governabilidade, pois essas articulações obrigam qualquer governo a abrir mão de parte do seu projeto político para compor maioria na Câmara e nisto se encontra o maior problema do executivo, pois não existe possibilidade de atender ao mesmo tempo 11 partidos com pensamentos e interesses diferentes.

Basta para isso analisarmos que a composição da administração, é feita de partidos com vieses ideológicos absolutamente distintos e antagônicos como o PT que detém a hoje inepta Secretaria de Assistência Social e o tão denunciado PP (Operação Purgamentum e desdobramentos), que possui a Secretaria de Obras, Educação, Agricultura e a Presidência da Câmara Municipal, o PSD possuidor de outras secretarias, e os outros partidos membros do grande rateio de cargos públicos.

O Prefeito Municipal é refém da extensa coligação partidária que o elegeu e também dos interesses dos deputados que o apoiaram no ano de 2016.

O Prefeito Municipal até agora demonstra não possuir a força política necessária para fazer as transformações e mudanças que a sociedade passense tanto almeja, a força política que vemos na atual administração é mostrada pelos “donos do poder”, ou seja, os presidentes de partidos políticos e alguns membros do poder legislativo, numa total inversão de valores.

Para realizar uma boa gestão é preciso de “Governabilidade” que é a capacidade de administrar com estabilidade, dentro dos princípios democráticos e dos interesses da coletividade, mantendo equilibradas as relações entre os poderes, e entre as forças políticas de oposição e situação, passando pela capacidade desse governo de dialogar e aprovar projetos junto ao Legislativo e com este conviver de forma harmoniosa.

Entendemos a necessidade das coligações para a governabilidade, independentemente dos partidos que ascendem ao poder, o diálogo honesto e as negociações de caráter institucional são pilares essenciais para o desenvolvimento de um bom governo.

A governabilidade está comprometida em razão das atitudes dos partidos da base governista, pois todos eles sem exceção têm se preocupado sempre em fazer valer seus interesses privados junto ao Executivo e a forma que alguns partidos se utilizam para se manter no poder há vários anos é ao custo de “chantagens”, já que dependem dos cargos no governo para a própria sobrevivência, demonstrando a falta de compromisso com a cidade, pensando tão somente com seus interesses privados e partidários.

A governabilidade não ocorre em Passos, também pela ausência de diálogo e tentativa do executivo de aprovar seus projetos sempre de forma urgente, querendo que os vereadores façam tudo a toque de caixa sem se utilizarem dos prazos regimentais para as devidas análises.

Basicamente, isso é fruto da enorme Vaidade Pessoal de alguns secretários municipais ou verdadeiros pavões enfeitiçados que simplesmente querem ignorar as funções e a importância do Poder Legislativo e dos Vereadores.

Para o Prefeito tentar governar e de fato assumir seu posto para o qual foi eleito é preciso, primeiro que adquira pulso firme e coragem para tomar as medidas necessárias que irremediavelmente passam pela demissão de alguns de seus secretários, inclusive os mais íntimos do ponto de vista de amizade e convivência pessoal, o corte de cargos públicos e terceirizados que visam atender apenas aos interesses de deputados, partidos políticos e seus correligionários.

É preciso que os partidos de sua base deixem de ser meros “empregadores de correligionários” e passem de fato a trabalhar em prol da cidade, bom seria se esses partidos em atitude louvável, abdicassem de seus cargos, dando ao Prefeito total liberdade de mudança de nomes.

A ascensão desse vasto grupo ao poder compromete a governabilidade e a única saída é dar liberdade de ação ao Prefeito sobre suas nomeações e o executivo começar a se pautar pela conciliação e diálogo junto ao poder Legislativo e da Sociedade em geral e abdicar de sua arrogância e prepotência como tem sido sua marca.

Para isso, é necessário construir alianças políticas, onde se predomine a responsabilidade administrativa o desenvolvimento econômico e social da nossa cidade e não a mera distribuição de cargos e favores aos seus coligados.

Mas não adianta nada mostrarmos os problemas e apresentarmos as soluções se o Prefeito Municipal não tomar as medidas que lhe cabem, pois, já está passando da hora dele se assumir como verdadeiro mandatário e “dono da caneta” legitimamente escolhido pelo povo, para ainda ter tempo de construir uma cidade melhor até o fim de sua gestão.

ERICK SILVEIRA -VEREADOR - PMDB