enquete

  • Aqui vem o tema da enquete que poderá ser alterado acessando o Painel de Controle do Portal.
  • Opção 2
    Opção 3
    Opção 4

13/12/2017 19:14h - Atualizado em 13/12/2017 19:34h

Um ano exposta

Por Carlos Alberto Alves

Estamos chegando ao final do ano, hora de fazer um balanço da vida, do que fizemos, onde estávamos e que contribuição demos à sociedade que compartilhamos com tanta gente e de todos os  níveis.

Eu, por ossos do ofício escolhido, além de tomar conta de minha vida, como um modo quase franciscano de viver, escolhi sentar num observatório de onde pude ver o que cada um faz para cumprir o mister de representar a população, de sobra ressoando na voz de um ou outro, o que executivo fez de bom, deixou de fazer e que ações foram desastrosas para ele – o executivo e, por consequência, para o povo.

Dos onze vereadores de Passos ocuparam a tribuna com frequência e argumentos Aline Macedo, Alex Bueno, Erick Silveira, João Serapião e Teo Lemos.

Aline e Erick fizeram ressoar na Câmara a voz da oposição, sem tréguas ao prefeito, sempre baseado em fatos e ações que a administração cometeu, ação que deixou de empreender ou outra que não deveria  empreender.

Me digam as ruas da cidade, por mais operação tapa-buracos que tenham sido feitas não está em pandarecos?

Precisava o prefeito Renatinho Ourives ver seus assessores envolvidos em negócio particular sem as devidas providências legais?

Era necessário de verdade terra vermelha mesmo  para a área rural? E tinha que ser da propriedade de amigos de amigos do rei?

A ação dos vereadores Aline Macedo e Erick Silveira são irretocáveis. Mesmo que aqui e ali se note uma vontade de abraçar o rei, para acudir uma demanda mais particular.

No papel contrário, Téo Lemos tenta cumprir o papel heroico de defender a administração e o argumento central é de que o presente é melhor que o passado, que deixou uma herança maldita para o atual mandatário.

Alex Bueno articula-se como o vereador das proposições e não se faz de rogado se for necessário apontar o dedo para mazelas da gestão da qual faz parte da base de  sustentação.

Dr Rodrigo Barreto age com a consciência de quem conhece o problema da saúde e sabe que a solução esta gestão plena. A turma da Secretaria de Saúde faz ouvidos moucos e até o Renatinho parece desatento ao tema  e se mostra com pouca vontade de encarar  o que pode de verdade melhorar a gestão da saúde no município.

Enquanto isso falta remédios, exames, consultas, cirurgias  eletivas.

Rodrigo Maia teve atuação denuncista no início, quando fiscalizou e tornou público a venda das apostilas em escolas municipais. Depois partiu para uma linha de ouvir as demandas da comunidade e  protagonizou duas audiências públicas, uma para tratar de maus tratos a animais e outra para tratar de manter a banda  municipal, ameaçada de extinção em Passos pelo alto comando do Policia Militar. Conquistou a permanência da banda na cidade.

Dona Cida perdeu o prumo politico, quando ao propor uma lei que obrigava as escolar tratar  de gênero nas escolas municipais. Escorregou  e se estatelou na opinião pública.

Iran Parreira, Raimundo Leandro, optaram pela  politica de atendimento individual a clientela, sem grande uso da tribuna.

O vereador João Serapião propôs uma discussão que bateu no espirito de corpo e ai teve que enfrentar uma luta de todos contra ele.

Na verdade a proposta do vereador não se resume a extinguir as diárias, mas de mudar a mentalidade, aproximar o povo dos vereadores, porque essa é uma demanda do povo, que deseja ver quem o representa corta, mesmo que seja um arranhão, um pouco na própria pele, um pouco como resposta a quem lhes paga subsídios (Mais de R4 7 mil por mês) e ainda recebe R$372,00 por dia por eventual  viagem para correr atrás de demandas que julga importante para o cidadão.

Parece que não é assim que os eleitores pensam, quando desconhecem qualquer ação  feita em seu benefício e só enxergam que nenhum deles moveu pedra, com a exceção de um, em favor da extinção das diárias, única medida que  ligou o sentimento da comunidade com a instituição criada para falar em nome do povo.

Perde toda a câmara, ganha João Serapião.

*Carlos Alberto Alves é engenheiro por formação e jornalista por opção